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Aluno aprovado na Sefaz DF

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Meu nome é Sérgio Dantas, nascido em Brasília, tenho 32 anos. Hoje, encerro minha jornada pelo mundo dos concursos.

Me formei em Administração na Universidade de Brasília e de lá fui para uma grande empresa (Odebrecht) com um salário bem acima do que imaginava como primeira remuneração. À época, eu repudiava concurso público mesmo com minha família toda trabalhando para o Estado. Meu sonho era ser um grande executivo, e sem falsa modéstia, eu estava no caminho certo. 

Aos 28 anos, resolvi fazer um intercâmbio para a Austrália. Essa ideia foi uma decisão bem impulsiva. Vendo que o Brasil estava entrando em uma recessão e o mercado em que eu trabalhava como um dos focos, pensei que ali seria a melhor hora de cometer uma loucura dessas. Enfim, fui, foi muito bom, mas a volta veio cheia de incertezas.

Retornei ao Brasil em fevereiro de 2017 com as seguintes opções: voltar ao mercado de trabalho (fora de Brasília), abrir um negócio ou estudar para concurso. Para tomar essa decisão, lembrei que retornei ao Brasil porque sentia necessidade de ficar próximo da família e amigos. E que não queria cultivar somente o pilar do trabalho em minha vida. Depois de uma boa conversa com meu irmão, Gabriel Dantas (concursado), entendi que meu caminho seria estudar para concurso e ter meu pé de meia garantido, e poderia tentar empreender depois como atividade complementar.

Em 6 de março de 2017 comecei a estudar. Minha expectativa inicial era estudar por volta de um ano, no máximo um ano e meio. Eu tinha me preparado bem financeiramente para isso. Mas a vida nos ensina que as coisas não estão em nosso domínio. O primeiro ano de estudo foi específico para Receita Federal, e como todos sabem até hoje esse concurso não saiu. Neste período vi saírem provas da SEFAZ GO e SEFAZ SC, dois concursos que nem tinha ideia o quanto eram bons e acabei não me preparando. Ainda assim, eles me fizeram abrir os olhos para concursos de fiscos estaduais e municipais; foi quando comecei a namorar o SEFAZ DF.

No final de 2018, minha primeira aprovação veio por acaso. Tenho um primo no Rio de Janeiro e para visitá-lo e não ficar com peso na consciência, arrumei um concurso em Maricá para fisco Municipal. Pelo edital, o valor do salário base era baixo, mas em algum lugar mostrava uma produtividade que pagava 3x o soldo, então valeria a pena. Fiz o concurso estudando especificamente para ele apenas quinze dias antes da prova. O edital era enxuto e nem legislação tributária específica caiu, pelo que me lembro. Para minha surpresa, fui aprovado no número de vagas.

Agora, vamos entrar na parte de concurseiro de verdade, aquela dos sofrimentos. Quando fui aprovado em Maricá achei que tinha resolvido minha vida e meu ego para fazer outros concursos estava lá em cima. Veio a realidade, estudei para os fiscos de Guarulhos e Manaus, um concurso colado no outro. Achei que poderia estudar para dois certames ao mesmo tempo. Tomei uma surra tão grande desses dois concursos, mas uma surra boa mesmo, que nem me lembro a colocação. Para se ter uma ideia, a prova do fisco de Manaus eu mal consegui terminar. Entretanto, nessa viagem para Manaus, conheci um camarada chamado Eduardo Matos, que me falou da consultoria de estudos LS Concursos pela primeira vez. Esse camarada havia sido aprovado em Santa Catarina e depois veio a ser aprovado neste de Manaus. Um craque. Daí em diante, comecei a conhecer outras pessoas que prestavam concursos para área fiscal e me fez ver que mesmo suando muito, talvez não conseguisse passar para um certame de ponta. Logo quando voltei, conversando com a turma dos aprovados lá de Maricá (concurso que até então não fui chamado, tem mais de dois anos da aprovação), conheci o Diego Lione, segundo lugar em Santa Catarina, um monstro, que terminou de me convencer a fazer a LS se quisesse aumentar minhas chances de ser aprovado na SEFAZ DF.

Comecei minha jornada na LS em 10/06/2019, com o Mestre Fabrício Petruccelli. Ali percebi que por mais organizado que eu fosse, ter uma assessoria de estudos me dando uma meta limpa otimizaria minha produtividade. Eu passei a ganhar volume de questões e não me boicotava em matérias que eu não tinha tanta afinidade. Comecei a me sentir competitivo de novo.

Durante quase todo período de preparação, sempre estudei pelo menos seis dias na semana. Nos dias que não estava disposto, estudava o mínimo, mas estudava. Eu coloquei na minha cabeça que concurso é que nem academia. Tem que ser rotineiro e um dia parado se perde três, uma semana se perde um mês. (Obs: nunca consegui fazer isso com academia, só com estudos mesmo, é só uma analogia haha).

Quando fiz o concurso da SEFAZ/DF, em fevereiro de 2020, saí achando que tinha reprovado. Errei coisas que jamais errei estudando. Fiquei indignado, não queria falar com ninguém e no outro dia já estava na labuta novamente. Quando veio o resultado, tinha sido aprovado para segunda fase, nem acreditava. Comecei a estudar que nem louco para a discursiva, mas quando faltavam duas ou três semanas para a prova, entramos na pandemia.

A pandemia foi um dos maiores desafios. Tudo parado no mundo dos concursos. Foi muito difícil me manter motivado. O meu dinheiro tinha praticamente acabado, tive crises de ansiedade, tudo dava errado. Tinha passado em outros concursos menores que também não me chamavam. Enfim, fiquei desesperado em vários momentos. Chorei, tive tremedeira, insônia etc. Nesse período, foi muito importante poder contar com minha família, com ênfase na minha mãe e no meu irmão, dois incansáveis na arte de me motivar. Meus amigos, que se fizeram presente como puderam e não me deixaram largar o barco. E ela, que tinha entrado na minha vida com o barco andando, Mariane Weizenmann, minha namorada maravilhosa. Eu não sei como uma pessoa topa namorar com um concurseiro e ainda se torna a maior incentivadora e apoiadora dele. É, sem dúvida, o amor da minha vida.

Assim que voltaram as provas durante a pandemia, mais algumas frustrações. Estudei para o fisco de Aracajú que nem maluco e algum desalmado decidiu suspender a prova quando já estávamos todos lá, para realizar o certame. Eu que já estava sem dinheiro, fiquei um pouco mais. Voltei e estudei que nem doido para o TCDF fazendo de tabela o TCRJ, tomei ferro dos dois concursos.

Logo em seguida, saiu enfim a discursiva da SEFAZ/DF. Estudei muito, com ajuda principalmente de dois guerreiros Bruno Nicolleti e Lucas Eduardo. Fizemos, certamente, mais de 200 redações para treinar, além das metas da LS. 

No dia da prova, mais uma noite de insônia. Fiz a prova com a mão tremendo no início, mas depois fluiu. Embora tenha respondido todas as três redações, saí de lá achando que não tinha passado, para variar.

E finalmente, o fim da jornada, mais de 4 anos após o início! Dia 10 de agosto saiu o resultado da discursiva, o provisório. Eu nem fui olhar, quem me deu a notícia foi minha namorada e o Fabrício da LS, por mensagem. Eu não conseguia acreditar. Aprovado, inicialmente na posição 48. Eu já estava estudando para a próxima prova. Pessimista que sou, esperei para dar o grito de independência depois dos recursos, que foi em 13 de setembro. Agora sim posso dizer, aprovado!! E, de acordo com a promessa, em dezembro serei nomeado! Enfim, acabou!

Aprendizados com a jornada:

– Humildade, paciência, empatia, autoconhecimento e disciplina.

Dicas (frase clichês que valem muito):

– Não comecem a estudar delimitando quando vai parar. Você vai parar quando for aprovado;
– Não é fácil a caminhada. Se achar que vai ser, não comece, não vai valer a pena;
– Converse com sua família antes de começar, ali você terá um pilar;
– Acredite em você e NÃO se compare;
– A estrada não dependerá só de você, tem que sair a prova no momento certo e pode vir até uma pandemia, tenha isso em mente haha;
– Fuja das pessoas negativas;
– Tenha disciplina, MUITA;
– Seja metódico;
– Faça com prazer, pois a estrada é longa;

Agradeço ao Fabrício e à LS por elevarem meu nível e acreditarem em mim. Aos meus amigos irmãos, que sabem como fizeram a diferença. A toda minha família e em especial ao meu irmão e mentor Gabriel Dantas, por tantos conselhos e suporte. E a minha namorada Mariane Weizenmann que entrou no meio desse furacão acreditando em mim, me motivou, me deu carinho e me fez acreditar quando não acreditava mais. Amo todos vocês.

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