Rodrigo Paulo Rodrigues da Silva
Aluno aprovado em 10° lugar no TCE MG
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Agendar conversa gratuitaI. INTRODUÇÃO
Após ler dezenas de depoimentos de aprovados em concursos ao longo da minha trajetória, que me serviram de motivação para seguir estudando, hoje venho aqui pra vocês, com muita satisfação, escrever o meu próprio depoimento. Que eu possa, com ele, também ajudar vocês a se motivar e continuar nesse caminho que escolhemos, muitas vezes espinhoso, mas, no fim, recompensador.
Meu nome é Rodrigo, tenho 26 anos e sou natural de Recife/PE e depois de quase 3 anos consegui a tão sonhada aprovação para o cargo de Analista de Controle do Tribunal de Contas de Minas Gerais, ficando em 10º lugar (área de Administração).
II. TRAJETÓRIA
A minha trajetória de concurseiro começou lá em 2012 quando, ainda no 4º período do curso de Administração, tive a oportunidade de estagiar no Tribunal de Justiça de Pernambuco. Eu sempre quis seguir carreira na iniciativa privada (doce ilusão rsrs), mas quando tive contato com a área pública, com a qualidade de vida que o serviço público proporciona, além de outras vantagens, decidi me dedicar e começar a estudar, inicialmente, para o cargo de técnico administrativo de Tribunais.
Como estagiava de manhã e estudava à noite, meu tempo para estudar era muito pouco. Mas tive a sorte (pra alguns, azar) de pegar uma greve na UFPE que durou longos 4 meses e, durante esse tempo, me dediquei integralmente aos estudos. O resultado foi a aprovação para o cargo de Técnico Judiciário do TRF da 5ª Região, cargo que ocupo desde 2013. Aquilo pra mim foi uma das maiores vitórias da minha vida até então; eu estava com 21 anos e ocupando um cargo público, no meu Estado, com uma ótima remuneração, que me daria a possibilidade de continuar investindo nos meus estudos para concursos maiores, um verdadeiro presente de Deus.
No ano de 2014 dei uma pausa nos concursos, afinal, havia sido lotado no interior e só consegui concluir meu curso no final de 2015. Minha trajetória só recomeçaria em março de 2016. Naquela época os boatos eram fortes de que em breve sairia o concurso da Receita Federal, meu maior sonho. Esses boatos continuam fortes até hoje, mas concurso que é bom… ahahaha.
Decidi voltar a estudar justamente no meio de uma tremenda seca no mundo dos concursos. Só quem passou por 2016 como concurseiro sabe do que eu estou falando. Mas no fundo isso não me incomodava. Eu sabia que não teria condições de passar caso algum concurso saísse. Eu estava estudando todas as matérias praticamente do zero. É no tempo da seca que você precisa preparar o terreno para plantar e colher os frutos no futuro. Então havia me planejado para estudar todo o edital da RFB em 1 ano. Sempre fui muito bom em planejar meus estudos e seguir à risca. A autodisciplina deve ser uma aliada forte de qualquer concurseiro.
Já em abril de 2017, com o edital da RFB totalmente finalizado e sem nenhuma fumaça de concursos da área fiscal pela frente, comecei a me desmotivar um pouco. Afinal, todo concurseiro quer testar seus conhecimentos, quer fazer prova. Treino é treino, jogo é jogo! Nessa época começaram a surgir os boatos de que o concurso do Tribunal de Contas de Pernambuco sairia em breve. Pra quem é daqui, sabe que esse concurso sempre foi uma lenda (o último tinha sido em 2004). No início nem tinha pensado em fazer, afinal, não sabia nem muito pra que servia um Tribunal de Contas. Quando não se é da área, a gente passa o olho ali naquele artigo 71 da CF sem dar muita bola. Mas acabei me interessando pela área, pelo cargo e, principalmente, pela carreira do TCE/PE, um dos melhores TC do país. Por incentivo de uma colega de trabalho, comecei a estudar para esse concurso, antes mesmo do edital sair.
Quando o edital saiu, em junho de 2017, não me sentia preparado o suficiente. Nunca havia estudado numa fase de pós-edital (nesta 2ª fase da vida de concurseiro) e foi aí que tive a sorte de conhecer a LS Concursos. Após uma entrevista com o professor orientador, decidi entrar de cabeça no planejamento pós-edital deles. Investi todas as minhas energias nesse concurso, tirei todas as férias que havia deixado acumuladas, meu ritmo de estudos era mais intenso do que nunca: 8, 9, 10 horas líquidas de estudo por dia!
O dia do resultado deste concurso talvez tenha sido o mais frustrante até então. Cargo de Auditor? Passei longe do corte! Cargo de Analista? 1 ponto abaixo da nota de corte da redação. Era a vida de concurseiro me dando um tapa na cara e me mostrando que eu precisava me dedicar mais! Às vezes é melhor você não se classificar por muitos pontos do que por 1 ou 2, porque você no final fica com aquela sensação de que podia ter estudado mais, podia ter marcado outra alternativa, etc. Enfim… quando a reprovação é na sua casa, parece que o impacto é maior. Fiquei remoendo essa reprovação por muito tempo ainda. TODO concurseiro vai ter AQUELE concurso que ele queria muito ter passado e não conseguiu. Pra mim, foi o TCE/PE.
Mas resolvi seguir em frente, afinal, que alternativa temos? Não podia jogar fora 1 ano e meio de estudo e simplesmente largar tudo. É nessas horas que a gente precisa ter resiliência e fé para seguir firme no nosso propósito.
Em janeiro de 2018 tinha outra oportunidade pela frente, TCE/PB; mesma banca, mesmo edital, do lado de casa, salário bom. Era pra mim como uma segunda chance que a vida estava me dando. Infelizmente não consegui estudar no mesmo ritmo que vinha estudando desde o TCE/PE, mas fiz a prova assim mesmo. O resultado? Tive a redação corrigida, mas tomei ponto de corte. Mais uma decepção. Outra oportunidade ótima, perto de casa, que eu havia desperdiçado. Por outro lado, ter ficado entre os 120 primeiros colocados e ter tido a redação corrigida me deu um fôlego, pois eu sabia que estava no caminho certo e não podia desistir.
Se 2016 foi o ano de seca dos concursos, 2018 compensou. A quantidade de editais da área de controle que estavam previstos era enorme e minha paixão pela área só tinha aumentado. Por isso abandonei o projeto RFB e segui estudando para a área de Controle. Foi nessa época também que tive a imensa sorte de entrar no grupo de estudos de Tribunais de Contas do WhatsApp, onde conheci pessoas maravilhosas, que acabaram virando grandes amigos que me deram (e continuam dando) muito apoio nessa trajetória. Ter pessoas com as quais você possa compartilhar seus dia-a-dia de concurseiro torna a caminhada muito mais leve. Sou muito grato por todos eles terem cruzado meu caminho e quero levar essas amizades pro resto da vida!
Em março de 2018 fiz o concurso da Controladoria Geral do Rio Grande do Sul (CAGE/RS) e tomei ponto de corte por 1 mísero ponto na prova de Economia, numa prova onde 4 questões estavam fora do edital e não foram anuladas pelo CESPE (até hoje tenho ódio disso). Não fosse isso, teria ficado numa colocação muito boa que permitiria sonhar ser nomeado. Com isso a confiança foi crescendo cada vez mais e eu sabia que uma hora a vitória chegaria.
Nessas horas também foi essencial o apoio do meu professor orientador na LS, o Marco Cupello, que me acompanha até hoje, que sempre me motivou, indicando o que eu poderia melhorar, mudando meus planejamentos de estudo a cada prova que fazia para tentar eliminar minhas lacunas e me mostrando as pedras do caminho para facilitar minha trajetória.
Em abril de 2018, mais um concurso feito, dessa vez o TCM/BA. Não obtive um resultado tão bom na objetiva, mas destruí (modéstia à parte) na discursiva, o que me rendeu a 35ª colocação no concurso. Apesar de distante das primeiras colocações, há chances de o órgão nomear e manterei essa esperança durante toda validade do concurso, afinal, Salvador fica mais próximo de Recife e o TCM tem uma ótima carreira também. Comemorei muito esse resultado e isso me deu um gás tremendo para seguir nos estudos. Afinal, quando você sabe que já tem algo “garantido”, o peso acaba sendo menor e as coisas passam a fluir melhor.
Em setembro de 2018 fiz a prova de Consultor Legislativo da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Apesar de não ter muita relação com a área de controle, as matérias eram correlatas e não precisaria fugir muito do que eu já tinha estudando. Depois da prova, coloquei minha nota no Olho na Vaga e vi que tinha ficado bem classificado. A prova discursiva só seria em dezembro e eu me deparei com uma escolha difícil a fazer.
Na época eu havia me inscrito para o TCE/MG, cuja prova seria em novembro de 2018. E como o concurso da CLDF me atraía mais (em vários aspectos) do que o do TCE, eu coloquei na cabeça que não iria fazer a prova do TCE/MG e dedicaria os 3 meses seguintes somente à discursiva da CLDF.
Foi nesse momento que o Marco, meu professor orientador (isso não é um professor orientador, é um anjo!) me convenceu que eu deveria ir fazer a prova do TCE/MG de todo jeito, e que seria muito arriscado apostar todas as fichas na CLDF. Segui o seu conselho!
Depois de sair o resultado da objetiva da CLDF, fiquei em 31º lugar e fiz a prova discursiva em dezembro. Apesar de ter a discursiva como meu ponto forte, as chances de ficar dentro das vagas nesse concurso são muito pequenas. Talvez se eu não tivesse dado ouvidos ao Marco, hoje estaria amargamente arrependido…
Em novembro fui fazer a prova do TCE/MG. Saí da prova com a sensação de que tinha sido atropelado pelo CESPE. Quando saiu o gabarito, vi que tinha me saído melhor do que eu esperava e a sensação de que um resultado bom poderia vir em breve apareceu! E eu estava certo, no dia 7 de janeiro veio a surpresa: aprovado em 10º lugar!!! É nessas horas que você não consegue se conter de alegria que percebe que todo o seu esforço valeu a pena, todas as suas privações, todas as horas de estudo te deram frutos. É aquele momento que você olha pra trás e sente que faria tudo de novo para chegar ali. Finalmente me vi aprovado para o cargo que sempre sonhei: Auditor (Analista) de Controle Externo!
Eu só tenho a agradecer por tudo que me aconteceu, pois foram as experiências passadas que me trouxeram até esse momento. As derrotas também tiveram sua contribuição nesse sucesso porque elas te ensinam muito mais do que as vitórias. Agradeço primeiramente à Deus, pois foi nos momentos mais difíceis que tive fé que Ele já tinha todos os planos traçados para minha vida. Agradeço aqui também à minha família que sempre me apoiou, minha namorada maravilhosa que esteve no meu lado em todos os momentos e sempre me deu forças pra continuar estudando. Quando você tem uma companheira/o que abraça seus sonhos com você, a jornada fica mais muito mais leve ♥. Agradeço aos meus amigos por me xingarem quando ouviam “não” aos convites pra sair, mas que no fim entendiam que eu estava ausente por um motivo relevante. Agradeço imensamente também aos meus amigos do grupo do WhatsApp que tiveram uma grande contribuição nessa minha aprovação e que em breve estarão todos aprovados também! Agradeço à LS Concursos por todo o suporte que me deu durante essa trajetória e, principalmente, ao Marco, professor orientador e amigo que me guiou até essa aprovação.
III. MÉTODOS DE ESTUDO
Essa é a parte que eu vou colocar porque sei que concurseiro gosta de saber o que funcionou pra quem conseguiu ser aprovado. Mas não se prendam a isso. Existe uma infinidade de métodos de estudo, mas no fundo, você vai precisar buscar o SEU método ideal durante a sua jornada. Isso faz parte. O que funcionou para um pode não funcionar pra você. O que existe são alguns pontos que são “senso comum” entre a maioria dos aprovados que você deve saber e decidir se aquilo se encaixa ou não com o seu perfil. Já vi relatos de aprovados que passaram sem resolver questões, como já vi aprovados que passaram sem ler uma página sequer de teoria. Portanto, cada pessoa é única.
Durante a fase pré-edital eu lia toda a teoria e em seguida fazia resumos, que nada mais era do que copiar e colar o que eu havia grifado nos materiais. Total perda de tempo. Se fosse pra ler o que havia grifado, bastava ler no próprio material, que é o que eu faço hoje em dia. Então sempre tenho meus materiais já grifados nas partes mais importantes, que eu só faço reler durante os períodos de pós-edital. Não faço resumos manuscritos, nem mapas mentais, nem flashcards, pois todas essas coisas me demandam um tempo que eu não tenho pra estudar. Talvez não seja o meio mais rápido de aprender, mas é o método que funciona comigo, como eu disse acima.
Nos últimos pós-editais, como já tinha um bom conhecimento teórico consolidado, eu estudava quase 100% por meio de questões. Lia algumas partes mais importantes daquela matéria e partia para o TEC para resolver questões. Acho o meio mais rápido para quem já tem uma boa base. As questões costumam se repetir ao longo dos anos e quando você pega a “manha” da banca, tudo fica mais fácil. Lembro que na semana do TCE/MG eu cheguei a resolver 600 questões em um único dia e obtendo um aproveitamento na casa dos 85%. Portanto, façam muitas questões. Esse é o maior conselho que eu posso dar.
IV. ROTINA
É importante que você crie uma rotina de estudos pra você, pois isso vai programar o seu cérebro pra saber que naquela hora, naquele dia, você estará estudando, de forma com que isso se torne um hábito para você.
Como eu trabalhava de 9h às 16h, só tinha basicamente a parte da noite para estudar, já que fazia exercícios físicos 3 vezes por semana. Minha média de estudos era de 3h a 4h diárias, o que eu acabava compensando nos finais de semana. Não tive a oportunidade de me dedicar apenas aos estudos, então eu tinha que compensar isso de alguma forma. Geralmente aos domingos é que tirava para descansar. Isso na fase pré edital. Com edital aberto, o estudo acaba sendo mais intenso e os descansos mínimos.
Mesmo tendo pouco tempo de estudo durante a semana, sempre fiz questão de manter minha rotina de exercícios e recomendo a qualquer pessoa (não só concurseiro) que o faça. O exercício físico traz muitos benefícios ao seu corpo e vai te deixar mais disposto para estudar (acredite, isso fará sentido depois pra você). Nos meses que deixei de fazer atividade física, durante minha preparação para o TCE/PE, acabei desenvolvendo um desgaste no joelho, pois passava muito tempo sentado, com as pernas dobradas, estudando, lesão que me rendeu quase um ano de tratamento para amenizar as dores. E como não tem cura, é algo com o qual terei que lidar pelo resto da vida. Portanto, não abram mão do exercício físico. Aparentemente isso pode gerar um benefício imediato (mais horas livres para estudar), mas que pode acabar custando sua saúde no futuro. Lembre-se, a vida de concurseiro é passageira, os prejuízos à saúde não!
V. MATERIAIS
Vou trazer aqui os materiais que usei nas principais matérias ao longo desse estudo para Tribunais de Contas. É uma forma também de agradecimento a todos os professores que, de alguma forma, contribuíram para que eu chegasse à aprovação.
- Administração Geral e Pública: Rodrigo Rennó e Leonardo Coelho (Exponencial);
- AFO e Direito Financeiro: Administração Financeira e Orçamentária 3D (Giovani Pacelli);
- Análise de Informações: Patrícia Quintão (Ponto dos Concursos);
- Auditoria: Rodrigo Fontenelle (3D Concursos);
- Contabilidade: Contabilidade Geral 3D (Sérgio Adriano) e Igor Cintra;
- Contabilidade Pública: Contabilidade Pública 3D (Giovani Pacelli);
- Controle Externo: Luiz Henrique Lima (Ponto dos Concursos) e Erick Alves (Estratégia);
- Direito Administrativo: Cyonil Borges (TEC Concursos);
- Direito Constitucional: Constituição Federal Anotada (Vitor Cruz);
- Direito Tributário: Direito Tributário Esquematizado (Ricardo Alexandre);
- Discursivas: Júnia Andrade, Macarrão e Leonardo Murga;
- Português: Gramática para Concursos (Marcelo Rosenthal);
- Raciocínio Lógico: Raciocínio Lógico Simplificado I e II (Sérgio Carvalho e Weber Campos);
VI. NÚMEROS
Só estou constando aqui porque sei que tem pessoas que gostam de saber, mas números não significam nada no fim das contas, pois cada pessoa tem o seu próprio tempo, seu próprio ritmo e a jornada de cada um vai ser particular de acordo com a sua realidade.
- Tempo de estudo: 2 anos de 8 meses
- Horas líquidas estudadas: 2.100 horas
- Questões resolvidas: 32.000 questões
- Aproveitamento médio: 83,5%