Richely Romero
10° Lugar no ICMS-RO (2018)
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Agendar conversa gratuitaComo muitos, terminei a faculdade de Direito sem ter a menor ideia de qual caminho profissional tomar. A verdade é que, apesar de advogar na época, eu odiava processo judicial. Não obstante esse “pequeno” problema, prestei concurso para o TRF 5ª região, ainda na faculdade, e para o TJCE, após colar grau. Minha preparação para ambos foi pontual e despretensiosa, servindo meramente para constatar a notória especialização e profissionalização dos concurseiros e que eu precisaria estudar MUITO até a aprovação.
Foi com forte relutância que optei pela área fiscal, uma vez que a área jurídica parecia ser o caminho natural a seguir e apresentava inúmeras oportunidades, além de ótimas remunerações. Outro fator para hesitar em tomar essa decisão era que eu teria que encarar inúmeras matérias de outras áreas e aprender do zero contabilidade (o que é assustador no princípio). Ao mesmo tempo, eu me sentia extremamente atraída pelo cargo de auditor, no qual eu poderia trabalhar diretamente com o Direito Tributário e me afastar dos (ODIADOS) processos judiciais.
No segundo semestre de 2014, de forma desorganizada e sem disciplina, eu iniciei minha preparação para a área utilizando, sobretudo, livros indicados pelo Alexandre Meireles. De cara, me encantei pela Contabilidade e o que era suspeita, virou convicção, o cargo de auditor fiscal era o cargo dos meus sonhos. <3
A despeito de ter poucos meses de estudo, encarei o concurso do ISS Salvador, o qual me sai relativamente bem, fiz em torno de 79%, e do ICMS PI, no qual fui eliminada. No estudo para esses editais percebi que eu era incapaz de me organizar: eram muitas matérias diferentes e eu não conseguia montar sozinha o tal do ciclo de estudos. Foi aí que, pesquisando, encontrei e me encantei pela LS.
Iniciei com a LS em fevereiro de 2015 e o que eu posso falar sobre ela? Ela fez total e completa diferença na minha vida de concurseira. A partir daquele momento, meu único papel era ESTUDAR! Como os resultados da LS eram incontestáveis, optei por confiar 100% nas metas e nas indicações de materiais. Passei a maior parte do ano seguindo as metas do roteiro regular e construindo, finalmente, a base que, até aquele momento, eu não tinha para prestar os concursos da área.
Já no segundo semestre de 2015, saiu o edital do ISS Niterói e eu, com o apoio do meu professor orientador, Fabrício, decidi enfrentar. Infelizmente, meu avô, com quem vivo desde os 2 anos, passou a ter sérios problemas de saúde, ficando internado por algumas semanas. Posso dizer, sem qualquer dúvida, que foi o período mais difícil da minha vida, temia constantemente pela saúde do meu vô e precisei passar alguns dias no hospital o acompanhando. Fiz o melhor que pude nesse cenário, mas não foi suficiente, fiquei na posição 91º. Após, esse concurso, pensei em fazer ISS Goiânia e ISS Cuiabá, mas como a situação do meu avô se agravou após a prova, acabei deixando passar.
Em 2016, após uma breve interrupção nos estudos, voltei a estudar novamente com o auxílio da LS e do Fabrício. É relevante ressaltar que nesse retorno eu passei a me pressionar bastante, pois “apenas” estudava e já não me considerava uma concurseira iniciante. Foi quando saíram os editais do ISS Teresina e do ICMS MA. De imediato, entrei em contato com o Fabrício, e alinhamos que eu estudaria para ambos os editais.
Logo na primeira semana de pós-edital, meu vô foi novamente internado. Felizmente, era apenas um ajuste no marcapasso e com cerca de uma semana ele recebeu alta, contudo, eu já estava atrasada nas metas. Esse atraso em conjunto com a minha dificuldade em seguir as metas e em me preparar para as provas de maneira concomitante me acarretaram uma extrema insegurança. Eu era incapaz de acreditar que conseguiria a aprovação em qualquer um desses concursos. Essa ansiedade e insegurança foram se aprofundando ao passo em que eu ficava mais e mais atrasada no cumprimento das metas.
Eu já estava prestes a desistir de tudo quando mandei um email/desabafo para o Fabrício que, vendo meu desespero, entrou em contato comigo pelo skype para conversamos. Essa conversa com o Fabrício foi marcante na minha preparação, lembro de tê-lo questionado se ele acreditava se um dia eu conseguiria alcançar a aprovação. Com as palavras de apoio dele e percebendo que o meu professor orientador acreditava mais em mim do que eu mesma, resolvi continuar, mas focando apenas em Teresina.
A prova de Teresina veio praticamente impossível de ser feita no tempo dado, mas consegui resolver a maioria da prova, optando por chutar a prova de estatística (de 5, ganhei uma) e resolver o que dava em português. No fim, consegui passar para a fase seguinte em 13º. Passada a prova objetiva de Teresina, corri atrás do prejuízo nas duas semanas que restavam para a prova do Maranhão, no entanto, novamente, meu desempenho não foi suficiente, apesar de ter acertado 87% da prova, fiquei em 64º.
A partir daí, me dediquei apenas para a segunda fase de Teresina. Sinto que estava muito bem preparada para a discursiva, mas por tentar ser mais sucinta na prova discursiva (imaginava que era isso que a banca queria), terminei por perder pontos preciosos. O resultado final ainda não saiu em razão da suspensão judicial, mas por hora estou em 11º, portanto, fora das vagas.
Depois da prova discursiva, eu optei por parar de estudar temporariamente, estava organizando minha festa de casamento, dentre outras coisas, e preferi viver esse momento sem a angústia de estudar para concursos. Isso foi uma decisão completamente…… equivocada! Não aconselharia ninguém a ficar tanto tempo sem estudar como fiquei. Enfim, retornei aos estudos em agosto e o sofrimento do retorno foi ainda pior do que o do início. Ademais, eu estava sem estudar boa parte das matérias básicas há quase um ano em razão da preparação pra segunda fase do ISS Teresina. A despeito de saber que tinha ficado um longo período parada, ainda assim exigia de mim meu desempenho anterior em horas de estudo e em percentual de acertos, o que eu não poderia obter, claramente.
O edital de Rondônia saiu em outubro e vi naquele edital não uma chance de passar, mas uma oportunidade de recuperar meu ritmo, mas, claro, sempre com aquela pontinha de esperança. Estudei com afinco, de domingo a domingo (tirei dias off aleatoriamente quando senti necessidade), meu avô NÃO foi internado dessa vez, e posso falar com honestidade que foi o pós-edital que mais cumpri dentre os que fiz, ainda que não tenha conseguido cumprir 100% das metas (nas duas últimas metas tive que optar pelo que era mais relevante pra mim). Durante a prova, vivi um turbilhão de emoções, já certa da reprovação, eu pensava no que diria aos meus familiares, principalmente, ao meu pai, além disso considerei trocar de área por várias vezes (especialmente enquanto resolvia a prova de informática). Enfim, sai com a certeza da reprovação e sendo chata com todos que comentavam comigo sobre a prova. Chegando em casa, passei um dia de cama, literalmente, sofrendo por conta da prova. Foi quando na terça, comecei a olhar as correções dos professores e perceber que eu não tinha ido tão mal como imaginara considerando o nível de dificuldade da prova. De tarde, o gabarito da banca confirmou essa sensação, restava saber se seria suficiente para ficar nas vagas. E dessa vez foi.
Por fim, só me resta agradecer a quem foi essencial nessa caminhada até aqui: minha família! Principalmente meus avós, meu marido, minha mãe, meu pai e sua esposa Cleide que me deram todo o apoio emocional e o suporte financeiro necessários para que não me faltasse nada nessa jornada. Em especial, também gostaria de agradecer ao meu professor orientador da LS, Fabrício Massena Petrucelli, que acreditou em mim quando eu mesma não acreditava.