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Aluno aprovado no cargo de Auditor de Controle Externo do TCE PE

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Olá, meu nome é Hudson Magalhães Fróes, tenho 31 anos, sou natural de Salvador-BA, formado em Engenharia de Petróleo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), e, após uma longa e nada fácil trajetória no mundo dos concursos fui aprovado e nomeado para o cargo de Auditor de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco.

Ao parar para dar este depoimento agora, lembro que sempre que precisava ganhar força para estudar nos momentos de desânimo, eu costumava assistir, ou ler, depoimentos de aprovados nos concursos que eu almejava. Perceber que os aprovados também passavam pelos mesmos problemas que eu estava vivenciando naquele exato momento me dava ânimo, e me fazia acreditar que aqueles problemas eram naturais e inerentes ao processo.

Naquela época, eu ficava sonhando em um dia ser aprovado e também poder dar meu depoimento, ou dar minha entrevista, contando um pouco da minha história e das dificuldades pelas quais passei para alcançar o concurso dos meus sonhos. Hoje, depois de aprovado no concurso para o cargo de Auditor de Controle Externo do TCE-PE, posso dizer que vir aqui prestar o meu depoimento também é a realização de um sonho. Portanto, estou muito orgulhoso de poder vir aqui compartilhar um pouco da minha história. 

Logo de cara, eu vou logo dizendo que eu não tenho uma daquelas histórias comoventes, de superação, em que a pessoa vem da pobreza e dá a volta por cima, rs. Graças a Deus, meus pais (esses sim vieram da pobreza) puderam me dar todo suporte ao longo da minha vida, tanto no campo financeiro, como no estrutural, no emocional, etc.

Também quero deixar bem claro que posso ser tudo, menos gênio. Na escola, fui um aluno que passava no aperto, colado na média, durante praticamente toda minha vida. Na faculdade também não foi muito diferente, pois sempre fui aquele aluno que estudava um ou dois dias antes das provas.

Enfim, considero que sou uma pessoa normal, até abaixo da média para um aprovado em concursos públicos de alto nível. Falei tudo isso para desmistificar a ideia de que só passa em concurso essa galera que é gênio, os militares, e os japoneses. Rs. 

Então, sem mais delongas, vamos ao que interessa! Rs.

Em 2014, eu concluí minha formação em Engenharia de Petróleo pela Universidade Federal da Bahia. Logo nessa época, infelizmente, por conta de um escândalo de corrupção envolvendo a Petrobrás, deflagrado pela Operação Lava Jato, o setor petrolífero do país entrou em colapso.

Uma conclusão era muito fácil de ser tirada naquele momento: o mercado não iria me absorver. Se as empresas estavam desesperadas, precisando demitir tantos funcionários, porque contratariam um recém-formado sem nenhuma experiência?

Enfim, naquele momento eu precisava decidir o que eu faria da minha vida, já que meu diploma “não valia mais nada”. Eu precisava mudar de área, sabia que o mercado não ia reaquecer tão cedo, e eu não podia ficar todo aquele tempo parado.

Sem perspectivas na iniciativa privada, decidi que estudaria para o concurso da Receita Federal do Brasil, pois, naquele momento, existiam rumores de que a RFB abriria um edital com muitas vagas em breve (o que não aconteceu até o momento em que escrevo este depoimento, rs).

Passei um ano inteiro em um cursinho presencial, estudei por livros doutrinários, fiz resumos à mão que logo estavam desatualizados, estudei disciplinas inteiras antes de passar para a próxima, dentre outros inúmeros erros. Sem orientação nenhuma, errei tudo, absolutamente tudo, que um concurseiro pode errar no primeiro um ano e meio de estudo.

Acredito que tive uma péssima evolução durante esse período inicial. Cheguei a fazer algumas provas, como o ISS Juazeiro e o ISS Teresina, mas não tive um bom resultado, o que já era esperado, pela forma como eu vinha estudando. 

Mas isso mudou quando um grande amigo me apresentou a LS Concursos, amigo esse que, futuramente, tornou-se meu consultor aqui na LS: o consultor Humberto Fraga. Percebi que ele teve um resultado bem legal na prova do ISS Niterói, porque ele seguiu o pós-edital da LS.

Decidi que também entraria para a consultoria, porque eu precisava organizar melhor meus estudos e gostei da ideia de não gastar minha energia pensando nas melhores estratégias para estudar o edital. Foi muito bom poder “delegar” isso a pessoas que entendiam, muito melhor do que eu, desse assunto. Contei com o apoio do consultor Douglas Dantas nesse momento, e, graças a ele, tive uma evolução absurda em poucos meses de estudo.

Já em 2017, surgiu o rumor de que teríamos um concurso do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco. Eu sempre fui um defensor da teoria de que devemos manter o foco em apenas uma área de concurso, sem ficar migrando. Mas, naquele momento, sem nenhuma prova da área fiscal há um bom tempo, eu não tive muita escolha. Resolvi ampliar o leque e comecei a estudar as matérias específicas de Tribunais de Contas. 

Enfim o edital do TCE abriu, eram 13 vagas para Auditor, e eu decidi que estudaria com todas minhas forças. Entrei no pós-edital da LS e estudei durante os 3 meses de edital sem sair de casa para praticamente nada. Dessa vez, estava bem assessorado, estudando por PDF’s indicados pela consultoria, seguindo o planejamento e as metas que eles me passavam.

O dia da prova chegou e eu sentia que estava bem preparado. Mas, ao abrir o caderno de prova, percebi que o nível estava elevadíssimo e aquela confiança deu uma balançada, rs. Saí completamente atordoado da prova, e achando que não tinha ido bem.

Para minha surpresa, depois da divulgação do gabarito oficial, eu tinha ido muito bem na prova objetiva, o que me garantia uma posição dentre os 20 primeiros colocados, mas a prova discursiva me prejudicou um pouco e, quando saiu o resultado do concurso, acabei ficando na posição 50.

Nessa época, aconteceu algo que eu sempre ouvi dizer que acontecia com quem estudava muito tempo e com qualidade: eu tinha estudado tanto, que comecei a passar, ou “bater na trave”, em todos os concursos que eu fazia. Logo após o concurso do TCE, eu prestei concurso para o Ministério Público da Bahia e fui aprovado, sendo nomeado pouco tempo depois. 

Na sequência, fui aprovado para os cargos de Analista Judiciário do TRF da 1ª região, Analista Judiciário e Técnico Judiciário do TRF da 5ª região (10º e 8º lugar, respectivamente), Auditor da Controladoria Geral do Município de João Pessoa (63º lugar), e Analista Legislativo da Câmara Municipal de Salvador (em 3º lugar). 

Acredito que todo concurseiro passa por altos e baixos nos estudos, e comigo não foi diferente.  Confesso que, depois dessa maratona de provas, minha vida de concurseiro deu uma desacelerada, pois eu estava bem cansado, tentando conciliar trabalho e estudo, e acabei passando por problemas pessoais que me afastaram um pouco do foco, reduzindo o ritmo de estudo que eu costumava ter.

Mas veja só como as coisas são e como tudo acontece no tempo certo. Nessa mesma época, surgiram rumores de que o TCE-PE faria uma nova leva de nomeações e que eu, muito provavelmente, seria contemplado. 

No final das contas, meu plano de ser nomeado acabou atrasando um pouco, principalmente com a chegada da pandemia, mas, em meio a esse período conturbado, o grande dia chegou e eu fui chamado para o cargo de Auditor de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco. Nesse momento, eu decidi que tinha, definitivamente, me aposentado da vida de concurseiro.

Existe uma frase de Dalai Lama que resume bem a sensação que sinto hoje ao olhar para trás: “Às vezes não conseguir o que quer é uma tremenda sorte”. Já pensou se eu tivesse realmente encontrado um emprego depois da faculdade? Quantas vezes me peguei reclamando de governo, de crise do país, e culpando todos os corruptos por eu ter que estar sacrificando minha juventude trancado em um quarto, porque tinha que estudar para concurso. 

Hoje eu digo: “Deus escreve certo por linhas tortas”. No final, tudo deu errado para, no final, dar certo, e eu poder chegar até aqui. Hoje, posso dizer, sem sombra de dúvida, que valeu muito a pena!

Sou muito grato à LS Concursos! Sem ela, eu dificilmente chegaria aonde cheguei. Agradeço, em especial, aos consultores Douglas Dantas e Humberto Fraga, personagens de extrema importância na minha trajetória.

Se esse depoimento pôde, de alguma forma, motivar ou ajudar você no seu objetivo de conquistar o seu tão sonhado cargo público, minha missão foi cumprida. Se lhe restou alguma dúvida, ou se eu puder ajudar em algo, pode me chamar no @corujaconcurseiro. Será um grande prazer poder ajudar os colegas que ainda estão na luta. 

Bons estudos e nunca desista. Sua hora também vai chegar! 

Grande abraço!

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