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Aluno aprovado em 2° lugar no ISS Manaus e no SEFAZ SC (CR)

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Fala pessoal! Me chamo Eduardo Matos e fui aprovado no ISS MANAUS e SEFAZ SC (cadastro reserva). 

Como é costume pra quem passa, também deixo aqui alguma coisa do que aprendi nessa jornada até a aprovação. 

Você já deve saber que não existe fórmula mágica para aprovação, é necessário estudar muito! Mas existem alguns fatores que irão determinar a quantidade e a qualidade do seu esforço. São eles: o tempo, a disciplina e o seu emocional. 

Acredito que aprendi a lidar bem com esses fatores em treinos de corrida. 

Preparar-se bem para uma maratona requer paciência e disciplina, porque a evolução é lenta, como também é a evolução para concursos. Negligenciar a rotina de treinos ou estudos e querer pular etapas pode ser o caminho para o fracasso.

Da mesma forma que o corredor, o concurseiro precisa conhecer as melhores técnicas e materiais de treino e ter um entendimento dos principais erros cometidos numa preparação. A corrida, entretanto, permite que você faça essa pesquisa por conta própria, porque os treinos não exigem tantas horas de envolvimento. Porém, estudar para concurso requer muitas horas de envolvimento e qualquer hora que você se dedique a esse tipo de pesquisa é uma hora a menos que você terá para estudar. 

Assim, desde o início da minha preparação procurei auxílio especializado. Eu precisava chegar do trabalho e saber exatamente o que estudar e como fazê-lo, porque o tempo era curto e eu não podia desperdiçá-lo. Então, deixo aqui meus agradecimentos ao Fabrício Massena da LS ENSINO, por ter cumprido essa missão de me orientar nessa caminhada.

Outra característica de qualquer pessoa que se proponha a treinar para longas distâncias ou estudar para concursos deve ser a disciplina. O concurseiro precisará abdicar de momentos com a família, cumprir uma rotina de estudos, realizar metas, descansar, fazer exercícios físicos, e administrar diversos outros fatores. E, como a jornada pode ser longa, manter uma rotina relativamente constante (disciplina) é fundamental.

Por fim o aspecto emocional, que muitas vezes foge ao controle do concurseiro. Muitas são as fontes que podem prejudicar a sua concentração: problemas no trabalho ou na família, ansiedade, resultados frustrantes, etc. O fato é que essas são questões muito particulares e que atingem a todos em diferentes formas e graus. Cada um precisa conseguir lidar com eles. Mas se você almeja passar, vai precisar estudar estando num dia bom ou não, estando triste ou alegre, fazendo frio ou calor.

Vivi uma fase bem difícil no trabalho, sempre fui muito ansioso e fui reprovado em vários  outros concursos antes da minha aprovação. Para controlar meu emocional sempre mantive uma prática regular de corrida: pelo menos 25 minutos por dia. Era o meu momento de relaxamento, reflexão e também minha única atividade física diária. Sempre acreditei que a corrida ajudava a fortalecer a minha mente. 

Uma coisa interessante que pude observar nos 6 concursos que prestei foi que quanto mais confiante eu ia para uma prova, pior era o meu resultado. Não sei explicar os motivos, mas foi assim. 

Nas provas da SEFAZ-GO, SEFAZ- SC e SEFAZ-RS aconteceu uma situação bastante curiosa. Na primeira, eu estava muito confiante e jurava que uma vaga seria minha. Resultado: fiquei com nota 7,8 e bastante longe das vagas. Na segunda, eu estava sem qualquer esperança: fui lá mais para treino mesmo e mandei muito bem. A prova foi 40 dias após a de Goiás e eu já podia imaginar que pra ficar com uma das vagas seria necessário tirar nota acima de 8,5. Após o fracasso na primeira, eu quis desistir de ir fazer essa prova em Santa Catarina. Não acreditava que eu pudesse melhorar minha nota de 7,8 para 8,5 em 30 dias; ainda mais numa prova que todos diziam que seria muito mais difícil. Mas, graças ao apoio da minha esposa, acabei indo fazer a prova. Fui sem muitas pretensões, com medo. Acabei tirando 8,5 e fiquei em 67.

Após isso, veio a prova da SEFAZ-RS. Eu estava super confiante pelo resultado na SEFAZ-SC, tinha mais de dois meses até a prova no Rio Grande do Sul e mais uma vez fui lá todo animado, acreditando que uma vaga seria minha. Eu imaginava que pudesse tirar uma nota próximo de 9,0 e ficar entre os primeiros. Resultado: tirei menos de oito e fiquei distante das vagas. Esse resultado me deixou muito pra baixo. Minha vontade era parar de estudar por um tempo e rezar para ser chamado em Santa Catarina. Mas vieram os editais de Manaus, de Campinas, de Curitiba e o da Bahia, praticamente todos juntos. Eu decidi fazer a o concurso de Manaus. Era o que tinha menos vagas, mas um colega me dizia: “você é do Norte, deve defender sua região”. E lá fui eu.

Bem, pra explicar o momento que eu vivia quando chegou a prova de Manaus (19/05/19), devo retornar um pouco na cronologia. 

Um ano antes, em 23 de maio de 2018, eu decidi tirar um ano de licença não remunerada do trabalho. Mudei com esposa e filha de Brasília para o município de Peixe-boi, no interior do Pará. Vendi quase tudo o que eu tinha e deixamos um apartamento de 200 m2 na área nobre da capital do país, para uma casa de 50m² em Peixe-boi. Você pode achar que foi loucura minha, mas mais louca foi a minha esposa que me apoiou incondicionalmente nessa aventura e manteve-se firme por um ano no pequeno município de menos de 8 mil habitantes.

A decisão de tirar essa licença não foi fácil. Minha saída do trabalho foi um pouco turbulenta, de modo que o retorno me preocupava bastante. 

E, então, a prova de Manaus caiu na mesma semana em que eu deveria me apresentar de volta a Brasília. Nas últimas semanas antes da prova, minha preocupação era como eu arrumaria novamente a minha vida e da minha família em Brasília. 

Fui fazer a prova com a cabeça bem distante… de fato, naquele momento, minha preocupação maior era outra. Resultado: tirei 9,0 e fiquei em sexto lugar na primeira fase.

A segunda fase era em agosto. A mudança para Brasília e o retorno ao trabalho me consumiam as energias e eu estudava, nesse período, umas duas horas por dia, no máximo. Quase desisti de fazer essa segunda fase! Eu não acreditava que eu pudesse ficar entre os dez primeiros. Mas eu já tinha reservado hotel, comprado passagem, etc. Fui lá e, honestamente, não sei como, melhorei minha classificação: fiquei em segundo lugar!

Aprendizado: você deve ir fazer a prova sem muita pressão por resultado; não pode ser “o” concurso, mas “mais um” concurso. É fazer a prova como quem vai preencher um questionário de pesquisa de opinião (Kkk). E logo eu que nunca acreditei nessa constatação e sempre confiei que o melhor era ir para a prova como quem vai para uma luta de MMA. 

Mas o fato é que, mesmo antes do afastamento do trabalho, eu já estudava muito. Não tinha final semana, feriado, nem férias. Isso durante quase dois anos. E então, durante a minha licença, o dia era estudar, dormir e correr. Quando eu estava muito estressado, eu estudava com raiva; se eu estava gripado, com dor no corpo, estudava deitado; e se faltava energia, eu dava um jeito de estudar no escuro.

Nunca confiei na sorte e quando resolvi assumir esse desafio de passar em um novo concurso público, mergulhei de cabeça. 

Eu sei bem que sair da inércia não é nada fácil, e que é ainda mais difícil quando os obstáculos aparecem em nossa frente; mas eu também descobri que as adversidades tornam ainda maior a dádiva de conquistar os objetivos que nos propomos a alcançar.

Portanto, desmembre o seu objetivo em metas mais simples e de curto prazo e comemore a realização delas. No início dos meus estudos eu comemorava uma vez por mês o cumprimento das minhas metas. Aceite que a jornada será longa, mas confie que, não importa quão inteligente você seja, você é capaz de passar…talvez não em 10 meses, nem em 24, mas talvez em 36 meses ou mais.

Um forte abraço!

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