Thiago Ruiz Lopes
13º colocado ICMS RJ 2014
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Agendar conversa gratuitaMe formei em Engenharia em maio de 2013. Tive o privilégio de ter a escolha de “só estudar para concurso”. A primeira grande decisão foi: pra qual área estudar?
O grande benefício que vi da área fiscal em relação às outras opções era um “plano b” muito certo. Se você não passar num concurso, vai ter outro logo depois com uma enorme interseção de matérias. Você não precisaria esperar anos até o próximo. Isso me deixou muito tranquilo. Isso, claro, somado ao salário e à presença de algumas matérias exatas (nas quais eu tenho facilidade e já tinha uma base forte).
A próxima escolha foi o método de estudo. Me conhecia o suficiente para saber que as aulas presenciais, para mim, eram uma enorme perda de tempo e dinheiro. Além da mensalidade, passagem, comida, trânsito, o professor podia ser decepcionante. Sempre me dei melhor estudando em casa, sozinho. Em maio mesmo comecei a estudar sozinho e me surpreendi: o estudo era monótono demais, eu estava sofrendo para administrar meu estudo, fazia 4 horas líquidas diárias. Depois de 3 semanas tentando estudar sozinho, resolvi entrar para a orientação de estudos. Isso foi em junho de 2013. A diferença foi gigante: aquela enorme preocupação em administrar meu estudo e escolher materiais sumiu. As horas líquidas aumentaram, o desafio de cobrir as metas me deu um ânimo que eu não tinha.
Claro que eu abdiquei de muita coisa. A minha ideia foi sempre dar meu melhor e, se eu não passasse, pelo menos sabia que tinha dado meu melhor e simplesmente não deu. Por isso, eu cortava tudo que me distraía ou diminuía minhas horas líquidas: deletei o whatsapp, deixava meu celular desligado durante o estudo, deletei facebook, zerei vida amorosa, saía para beber só quando eu sentia que precisava. Um amigão meu sempre me falou que é bom você ter um objetivo, mas você também tem que curtir o processo. E foi isso que aconteceu, eu comecei a tomar gosto pelo estudo, pela disciplina, por abdicar de prazeres momentâneos por um bem “maior”. Ter um objetivo e dar meu máximo começou a ser “legal”. Você tem que achar algum prazer nisso, senão fica insuportável. Eu fiquei impressionado com o quanto o psicológico conta nesse processo. Cobranças de parentes, aquela rivalidade dos colegas de faculdade, e , o pior, a sua própria cobrança, você se sentir “um vagabundo” etc.
Quando o edital do Rio saiu foi péssimo para mim. Eu estava estudando há pouquíssimo tempo. Não tinha fechado várias matérias básicas, estava zerado em várias outras! Achei que não tinha chance nenhuma. Resolvi fazer mesmo assim: na pior das hipóteses, eu não passaria, mas meu estudo iria progredir muito com o desespero do pós edital. Esse pós edital foi muito tenso para mim. Ainda mais neste concurso cheio de mínimos. E a orientação de estudos fez mais diferença ainda nele: ela te deixa mais tranquilo, já que eles são profissionais e te ajudam a cobrir todas as matérias com o melhor material. Eu estava bem atrasado em relação aos outros candidatos e sabia disso. As metas de 9 horas líquidas eram desafiadoras, fiquei 100% focado e meu estudo alavancou. Esse foi meu momento preferido de todo o processo. Ver seu estudo render tanto é gratificante, quase viciante.
Ser aprovado de primeira com 7 meses de estudo (apesar de já começar com uma bagagem em exatas e Constitucional) para um concurso desses foi totalmente inesperado. Tenho consciência que dei meu melhor, testei meus limites, mas não teria conseguido sem a ajuda e o direcionamento da LS e do meu professor orientador Marcelo Narcizo.