Osvaldo Antonio Dadico Filho
8º Colocado Auditor Fiscal - SEFAZ – MA
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Agendar conversa gratuitaSempre tive a felicidade de poder estudar em boas escolas e meus pais me incentivaram, desde pequeno, a estudar muito. Com isso, o estudo nunca foi um sofrimento para mim. Era algo que fazia por prazer: para poder entender melhor o mundo. Decidi estudar para concursos públicos, no início de 2014, após uma experiência frustrada estagiando no setor privado. Em janeiro de 2014, ainda cursando o último ano de Economia na UNICAMP, comecei a pesquisar sobre o universo dos concursos públicos. Inicialmente, a minha ideia era passar em um cargo de nível médio, apenas para me sustentar enquanto buscava um cargo definitivo. Dessa forma, tentei me concentrar no cargo de Auxiliar de Laboratório do MAPA. A despeito de não ter nada a ver com a minha formação, o salário era razoável e, eu poderia continuar morando em casa, pois estaria lotado em Campinas-SP. Adquiri o curso completo do Estratégia e fui estudando um pouco por dia, sem planejamento algum. No dia da prova, estava bem tranquilo, mas acabei errando duas questões por pura distração. Eu ainda não tinha ideia de que duas questões eram mais do que suficientes para separar o joio do trigo. Fiquei feliz com meu resultado de cerca de 90% nas questões objetivas, mas, quando saiu o resultado, recebi meu primeiro balde de água fria: não tive minha redação corrigida por apenas meio ponto.
Após essa primeira frustração, conversei com alguns amigos e parentes (servidores públicos), além de ter pesquisado muito na internet (em especial, no forumconcurseiros). Foi então que decidi mergulhar de vez na área fiscal, com foco no ICMS-SP. Encontrei na internet a indicação de materiais do Alexandre Meirelles e comprei uma pilha de livros por ele sugeridos. Por cerca de 30 dias, tentei seguir um planejamento primitivo de estudos e devorar os livros que havia comprado. Contudo, não conseguia evoluir em nada. Sem um esquema de revisões, nem, tampouco, a confecção de resumos, eu lia, lia e não absorvia nada. Foi então (em maio de 2014), que, por providência divina, acabei lendo o depoimento de um aluno da LS, que recomendava a orientação de estudos para os concurseiros que não conseguiam planejar os estudos sozinhos. Marquei uma conversa por Skype com o professor orientador Leonardo Rangel e resolvi experimentar o método ali desenvolvido. Essa foi a decisão fundamental para que eu pudesse atingir a aprovação. Se não fosse pela LS, eu, provavelmente, estaria patinando até hoje e/ou já teria desistido dos concursos, retornando à iniciativa privada.
No começo, fiquei com um pouco de dó de largar os livros ‘zerados’ que havia comprado, mas resolvi confiar nos materiais indicados nas metas, seguindo à risca os conselhos de meu professor orientador. Minha primeira prova na área fiscal foi ISS-São Bernardo do Campo, no final de 2014. Ainda não me sentia preparado, mas prestei a prova mesmo não tendo completado nenhuma das matérias a serem estudadas. Eram cerca de 20 vagas e fiquei em 69º. A lista segue rodando e já chamaram mais de 60. Com um ponto a mais eu já teria sido chamado. Durante o ano de 2015, consegui avançar mais fortemente nas matérias, tendo fechado o edital do ICMS-SP no meio do ano. O ano de 2015 foi muito fraco em concursos, sendo que o único concurso de fisco estadual foi o ICMS-PI com pouquíssimas vagas (no começo do ano), o qual não tive coragem de encarar. No final do ano de 2015 já me sentia preparado para brigar por uma vaga, mas os concursos seguiam escassos. Quando saiu o edital do ISS-Niterói, seguido do edital do ISS-Goiânia (provas em jan – 2016), resolvi focar na prova do Centro-Oeste, pois sabia que a concorrência seria menor. Tive dois grandes problemas para esse concurso: ansiedade e preparação errada. Sempre mantive um ritmo de 4 a 6 horas de estudos diários, porém, no pós-edital aumentei o ritmo para 6 a 8 horas. Fiquei muito ansioso e me senti pressionado por já estar estudando há quase dois anos e, pela exiguidade de editais. Esse nervosismo me atrapalhou muito, em especial na semana que antecedeu a prova. Cheguei na prova esgotado física e mentalmente. O meu segundo grande problema foi não ter confiado totalmente no método da LS. Achei que, após mais de um ano com as metas, já conseguia me virar sozinho e suspendi a orientação de estudos no final de 2015. Não consegui me planejar muito bem e foquei em assuntos menos importantes que acabaram não sendo cobrados na prova. Tudo isso contribuiu para que eu não conseguisse um resultado suficiente para ser aprovado (75,5% – 281º). Após essa prova, o baque foi grande e demorei algumas semanas para entender onde tinha errado e, retornar aos estudos. Acredito que essa seja o maior desafio de todo concurseiro: aprender com seus erros e acertos e seguir sempre evoluindo, corrigindo o trajeto no meio do percurso. Ao longo de minha caminhada, tive muito mais erros do que acertos, mas sempre busquei corrigi-los o mais rápido possível.
Em abril de 2016 ocorreu a prova do ISS-Santos e, mesmo estando ‘de ressaca’ pós-Goiânia, prestei este certame sem muitas expectativas. Havia apenas uma vaga imediata e apenas 20 classificados para a avaliação psicológica. Fui para a prova totalmente relaxado e, mesmo com uma prova atípica, com poucas questões, consegui um bom resultado. Fiz 78% dos pontos e não fui classificado para a prova psicológica pelos critérios de desempate. Depois dessa prova, resolvi parar de perder tempo e retornei para a LS. Fui alocado com o professor orientador Jair Albuquerque, que desde o primeiro contato, sempre me ajudou muito. Foi muito complicado para montar minhas metas de estudo, pois eu estava muito avançado em algumas disciplinas e iniciante em outras. Tive de trocar várias vezes os materiais até sentir que estava 100% encaixado e o Jair sempre me ajudou em todo esse processo.
No meio de 2016 foram lançados os editais do ISS-Teresina e do ICMS-MA. Resolvi prestar as duas provas, mas focar no edital maranhense, por estar mais familiarizado com a legislação estadual. O pós-edital da LS foi o diferencial para alcançar a aprovação. Em oito semanas consegui percorrer todo o edital, revisando todas as disciplinas e fazendo incontáveis baterias de exercícios. Quando chegou o dia da prova, me sentia totalmente preparado, por saber que tudo que podia cair na prova, tinha sido estudado. Isso me ajudou também no lado psicológico, permitindo que a ansiedade se mantivesse controlada durante toda a preparação. Mesmo estudando cerca de 10 horas por dia, eu não me sentia esgotado, pois sabia que estava estudando ‘certo’. A prova de Teresina (2 semanas antes) serviu como um grande simulado para o Maranhão. Não consegui passar para a segunda fase, pois não estudei nada de legislação municipal e tive um resultado pífio nesta matéria. Porém, nas demais matérias fui muito bem, e isso me deu ainda mais confiança para a prova estadual. Na semana que antecedeu a prova, revisei tudo de novo através de minhas fichas-resumo e resolvi vários exercícios de Legislação específica. A prova da manhã estava muito fácil, num nível bem abaixo do que costuma ser cobrado pela FCC na área fiscal. A prova da tarde (conhecimentos específicos) estava um pouco mais complicada, mas, ainda assim estava bem mais tranquila do que a prova de Teresina, por exemplo. Com o nervosismo da prova, ainda acabei passando duas questões erradas no gabarito, mas saí da sala confiante de que poderia ficar dentro das vagas. O período entre a divulgação do gabarito e a divulgação do resultado final foi um misto de ansiedade, nervosismo e confiança. Sabia que com a minha nota tinha grandes chances de estar entre os aprovados, mas temia que as anulações pudessem me levar a cair muitas posições. O Jair me parabenizou muito pelo resultado, mas sempre me manteve com os pés no chão, aconselhando-me a seguir estudando. O resultado foi liberado pouco depois das 18:00 e representou para mim um caminhão sendo tirado das minhas costas. A partir de tudo isso, só tenho que agradecer a Deus, à minha família e à LS por permitirem que esse sonho que parecia tão distante, pudesse se tornar realidade. Seguirei estudando até alcançar meu objetivo final de passar no ICMS-SP ou em algum outro fisco do Sul/Sudeste, mais próximo da família, mas hoje me sinto muito mais leve e tranquilo, sabendo que aquela pressão familiar e social para conseguir um cargo público não mais existe. A batalha é dura, exige imensos sacrifícios físicos, mentais e sociais, mas a emoção de ver seu nome na lista de aprovados compensa tudo isso com sobras. Apesar de ser uma jornada de médio a longo prazo, a LS nos mostra os atalhos e nos permite, em muito, encurtar esse caminho.