Euradio Souza Neto
Aprovado ISS Niterói
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Agendar conversa gratuitaConheci o mundo dos concursos em 2009, através de um amigo da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Amazonas. Após ter uma aula da Lei 8.112 , num cursinho da cidade de Manaus, fiquei encantado com a estabilidade, vantagens e salários relativos aos cargos públicos – acabei pesquisando mais a respeito e percebi, naquele momento, que dificilmente meu destino seria outro.
Comecei a estudar pesado em 2010 e, em março de 2011, tive uma grande surpresa: fui aprovado em primeiro lugar para Técnico Judiciário do Tribunal Regional Federal da 1ª Região! Mal conseguia acreditar no que tinha acabado de acontecer, já que eu já tinha ido mal nuns 4 ou 5 concursos anteriores. Demorou pra cair a ficha desta aprovação, pois lembro bem que o TRF oferecia apenas vagas de Cadastro de Reserva (não havia uma vaga sequer para provimento imediato), o que tornava tudo mais difícil e temeroso, além de eu carregar comigo o desalento derivado dos fracassos nos certames anteriores – os quais eram, teoricamente, mais fáceis e menos concorridos que o TRF.
Fui nomeado como Técnico Judiciário da Justiça Federal do Amazonas em Janeiro de 2012, colando grau no curso de Direito apenas no começo de 2014. Neste período, próximo à minha graduação, tive que escolher qual carreira seguir. O bom de ser formado em Direito é que você tem um leque muito grande de opções! Após algumas análises, decidi que as carreiras jurídicas estavam bem distantes do meu perfil e resolvi pesquisar sobre a famigerada carreira fiscal e, confesso, foi amor a primeira vista. Embora tenha a formação jurídica, passei todo o ensino médio me destacando sobretudo nas matérias de exatas, tendo inclusive cursado 2 períodos de Engenharia na Universidade Estadual do Amazonas, o que intensificou o meu interesse pela área fiscal, visto que concurseiros desta área tem que encarar muitos cálculos. Estava empolgado, afinal tinha encontrado a profissão ideal pra mim! Agora, sabia que era só estudar que um dia eu chegava lá! Afinal, só não passa quem desiste!
Comecei a estudar para Auditor Fiscal em 2014, de forma desordenada e sem técnica, até encontrar a primeira orientação de estudos que eu fiz, cujo nome não convém mencionar. O nível de estudo até que foi positivamente impactado. Porém percebi que essa primeira orientação de estudos deixava a desejar em vários aspectos, principalmente no tocante ao acompanhamento do aluno. Eu precisava de mais que isso, e tomei conhecimento do coaching; entretanto, o valor cobrado pelo serviço era surreal pra mim, sem falar que eu não conhecia muita gente que se deu através deste método.
Estava um tanto desnorteado na árdua peregrinação fiscal, quando um estagiário da Justiça Federal me apresentou a LS. No começo, estava hesitando bastante, pois pensei que fosse só mais uma orientação de estudos que não satisfaz a necessidade dos seus alunos, não obstante ostentar um site mais pomposo e bem estruturado. Não me dava conta do quão equivocadas estavam minhas previsões acerca da LS!!
Lembro que foi na transição de julho para agosto de 2014 que fiz a minha entrevista com meu professor orientador Vitor Macau. Nosso primeiro contato foi bem esclarecedor, na medida em que ele me apresentou a proposta da LS e a partir daquele momento sabia que estava tomando a decisão mais correta da minha vida de concurseiro fiscal! Meu coração encheu-se de júbilo e esperança ao ler os depoimentos dos ex-alunos da LS que já haviam conquistado a tão cobiçada vaga para o cargo de Auditor Fiscal e perceber que o meu depoimento poderia ser o próximo a estampar o site desta consagrada orientação de estudos. Eis que chegou este tão sonhado dia e cá estou escrevendo este texto!!
Em agosto de 2014 fiz o ICMS – RS e em fevereiro de 2015 fiz o ICMS – PI, ambos apenas a caráter de teste, visto que eu sabia que não tinha chances de ser aprovado e muito menos de beliscar uma das vagas – havia matérias que eu nem tinha começado a estudar ainda.
No final de 2015, quando saiu o edital de Niterói, eu sabia que tinha alguma chance de passar. O conteúdo programático enxuto deste certame aliado a um período de 30 dias de férias que eu tinha pra gozar me encorajaram a ir fundo neste concurso e testar todos os meus limites.
Durante o primeiro mês pós-edital, eu já estava num ritmo bem forte, estudando das 8:00 as 11:00 e da 19:00 as 23:00 (meu expediente é das 12 as 19), ou seja, aproveitando meu tempo livre praticamente em sua completude.
As metas da LS pós-edital são muito boas, a indicação dos materiais foi feita com muito carinho e perspicácia, tanto que eu sentia que estava no nível das melhores cabeças do Brasil.
No mês que antecedeu a prova eu tirei as férias as quais tinha direito, e viajei para Belém, lugar onde eu nasci e onde trabalha o meu pai. Sentia que lá teria mais tranquilidade para estudar do que em Manaus, onde eu passei a maior parte da minha vida – isto é, viajei pra fugir dos meus amigos e colegas mesmo, já que eu raramente digo não a eventos sociais rsrs. A hora agora era de focar no que mudaria de fato minha vida! O momento era este!
No mês que antecedeu a prova eu estudei muito pesado, aproveitando quase que a totalidade das 16 h que o ser humano fica acordado durante um dia. Só parava pra comer e pra dormir, e me sentia extremamente energizado e raramente ficava desolado. Estava muito confiante de que no final tudo daria certo.
No dia da prova, a grande surpresa: ela estava num nível acima do normal, tanto que o primeiro colocado não fez nem 80% da mesma – por aí, refletimos acerca do nível dessa prova. Ao finalizá-la, a sensação de fracasso dominou-me por uns instantes, pois eu sabia que tinha errado muito, até que, ao conversar com alguns colegas, percebi que todos estavam no mesmo barco que eu – ninguém havia feito uma boa prova e todos reclamavam da distribuição de questões, principal emente no tocante a Legislação Tributária, a matéria mais estudada por muitos, como eu, e que apresentou apenas UMA mísera questão na prova de Fiscal de Niterói! A frustração relativa à distribuição das questões só foi amenizada ao me dar conta de que TODOS foram prejudicados pela FGV, então não adianta reclamar de um malefício que se estendia à totalidade dos dezessete mil inscritos para o cargo do Fiscal de Tributos.
Ao ver a classificação extra oficial e contar 80 acertos após a divulgação do gabarito, senti que poderia agarrar uma vaga do Cadastro de Reserva, mesmo sabendo que eu estava na berlinda!
As três anulações me beneficiaram e eu fui projetado para a 60ª posição na classificação geral, ficando com 83 pontos.
Apesar de não ter passado dentro das 27 vagas de provimento imediato (ampla concorrência), uma classificação no meio do Cadastro de Reserva me inundou de orgulho e reacendeu a chama de concurseiro de elite que estava latente dentro de mim, ofuscada pelos festejos de fim de ano.
Diferentemente de outros concurseiros que aqui transcreveram suas heróicas histórias, meu relacionamento com os concursos fiscais ainda está vigendo, tendo em vista que eu não posso me dar ao luxo de confiar numa vaga de Cadastro de Reserva, apesar de ter chances reais de ser nomeado.
Logo, a ideia é continuar com a LS e fazer os concursos deste ano, até conseguir ser nomeado em algum!
Você, caro concurseiro, que se dedicou demais, todavia não obteve êxito, tente outra vez! Você está muito mais sagaz agora que há dois meses atrás! Você é muito mais Auditor Fiscal agora que em qualquer outra época da sua vida e, alegre-se, pois quem estava mais preparado que você já deve ter passado e você pode ser o próximo! Gostaria muito de ver sua trajetória aqui, trazendo esperança para novos concurseiros.
Espero ter colaborado de alguma forma e ter injetado uma dose de ânimo em quem leu este depoimento!
Nos vemos em ISS Goiânia e nos prováveis ICMS CE e BA.
Bons estudos e todos. A fé é a base de tudo e deve ser inabalável!