Cristiano Luna
14º Lugar Auditor e 5º Lugar Técnico - ICMS-RO (2018)
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Agendar conversa gratuitaBom, primeiramente é um prazer para mim escrever esse depoimento. Foi vendo depoimentos e entrevistas dos primeiros colocados nos concursos do ISS Cuiabá 2014 e 2016 e ISS Niterói (lembro o nome de cada um deles ate hoje rs) que decidi, inclusive, a começar a estudar com a LS. Espero que meu relato seja de alguma forma útil também.
Meu nome é Cristiano Luna, tenho 23 anos, sou formado em Engenharia Química pela UFMG. Fui aprovado nos concursos de Auditor-Fiscal (14º lugar) e Técnico Tributário (5º lugar) da SEFIN-RO.
Minha história com os concursos começou no final de 2015. Estava ainda na faculdade de engenharia e fazia estágio em uma grande empresa em BH. Por mais que gostasse muito do que fazia, sempre vi no concurso público uma chance de chegar muito longe em termos de remuneração e qualidade de vida de uma forma relativamente rápida, num horizonte de uns 2 anos mais ou menos. Para isso, teria “só que estudar e passar em uma prova” – pensava eu na época. Bastante inocente!
Fato é que via tudo isso como um desafio para mim, e a vontade de encará-lo foi crescendo ao longo de todo ano de 2015. Pesquisei bastante a respeito e em Outubro larguei o estágio, comecei a deixar meio de lado a faculdade e mergulhei de cabeça no estudo para a área fiscal! Escolhi essa área basicamente porque imaginei que iria gostar de estudar as matérias que são nela cobradas, sempre tive muita curiosidade por Economia e Contabilidade, e a grande quantidade de matérias exatas me atraia. Excelente remuneração, muitos concursos todos os anos… (eu só não imaginava a seca de concursos que estava por vir!)
Nesse período durante a faculdade, estudei no estilo “vou adiantar tudo que der”. Estudava o máximo que dava, mas tinha que conciliar meu estudo com provas da faculdade, TCC, burocracias pré-formatura. Ironicamente, a faculdade atrapalhou bastante meus estudos. Mas aí vai uma dica que me ajudou muito: se você ainda está na graduação, e tem certeza de que quando se formar vai estudar para um concurso, comece logo!
Durante a faculdade temos um escudo muito grande, que é o rótulo de estudante. Enquanto você ainda não se formou, ninguém vai te questionar porque você está estudando para um concurso e não fazendo o que eles acham que você deveria fazer, afinal você é um… estudante! Após terminar o curso, você tem que abrir mão de trabalhar (ou conciliar estudo com trabalho), as pessoas começam a te questionar demais, você começa a se pressionar mais por resultados. A coisa muda de figura!
Nessa ideia de estudar o máximo possível até lá, me formei em Julho de 2016. O grosso das matérias da área fiscal estudei nesse período: Português, Exatas, Contabilidade, grande parte dos Direitos. Isso me deu certa tranquilidade, pois logo depois de formado já poderia fazer prova, caso ela surgisse. E ela surgiu! Nesse mesmo mês, saiu o edital do ICMS-MA. Como agora eu seria um concurseiro profissional (vulgo desempregado), quis tornar meu estudo mais profissional e procurei a LS, por meio do Fabrício. Ingressei na orientação de estudos pegando de cara o pós-edital para o Maranhão.
Foi tenso! O ritmo das metas era muito maior que o meu, minha base nas matérias não era tão boa assim, e eu tinha as celebrações da minha formatura bem no meio do pós-edital. Mas fiz o que deu. Resultado: 84% da prova, 185º lugar. Os números frios foram ruins, mas saí dessa prova com a certeza de que estava no caminho certo, de que a LS iria me ajudar demais, e seria auditor-fiscal um dia. Olhando para trás, acho que me faltou nessa prova mais a maldade de concurseiro do que conhecimento propriamente dito. Me enrolei muito com o tempo de prova e perdi muitas questões nisso, negligenciei um pouco a legislação específica e afundei nessa disciplina… é aquilo: às vezes vencemos, às vezes aprendemos. Dessa vez foi aprendizado!
Após o ICMS-MA, retomei rapidamente os estudos. Com a ajuda do Fabrício e das metas da LS, fui afiando nas matérias que já tinha base, pegando base em matérias que ainda não tinha estudado, ao longo de todo o ano de 2017. Saí de BH e fui para minha cidade natal, no interior de Minas, onde pude estudar com muita tranquilidade. Procurei ter uma rotina bem equilibrada: estudo focado de segunda a sexta, no sábado, já bem cansado, estudava o quanto aguentava durante o dia e à noite saía com os amigos. Domingo descansava.
Creio que os excessos são sempre prejudiciais. Até o excesso de estudo. Mesmo sabendo que tinha concorrentes estudando mais do que eu, sempre evitei ter aquela sensação de que estava deixando de viver para estudar para concurso. Achava que isso iria tirar a minha tranquilidade na hora da prova, iria criar uma pressão psicológica muito grande, do tipo “você deixou de viver dois anos da sua vida, você é OBRIGADO A PASSAR nisso aí agora!”. Li relatos de pessoas muito bem preparadas que não foram aprovadas por não estarem bem com esse lado emocional. Por isso mantive a maioria das atividades que me faziam feliz, como assistir futebol na TV, a cerveja aos sábados com os amigos, o descanso do domingo, viagens curtas de fim de semana às vezes. Realmente gostei muito de estudar para área fiscal, era uma coisa que eu fazia (e ainda faço) com prazer. Não queria que isso se transformasse em uma atividade penosa, o que aconteceria se eu fosse muito radical nesse ponto.
Acho que há muitos modos de se estudar e ser aprovado em concursos. Mas se você quiser minimizar muito seu sofrimento no processo, tenha CONSTÂNCIA no estudo. Estudando 10 horas em uma semana, e 60 na seguinte, ao final das duas terá estudado 70 horas. Estudando 35 horas em cada uma delas, serão as mesmas 70 horas. Mas o cansaço acumulado fazendo pelo primeiro modo é infinitamente maior que pelo segundo. Ao longo de todo ano de 2017 estudei entre 30 e 35 horas em todas as semanas, não importava o que acontecesse, ao fim da semana eu estaria nessa faixa. Assim, no acumulado, estudei bastante e não tive nenhuma sensação de esgotamento por causa dos estudos. Pelo contrário, o estudo se incorporou à minha rotina de tal forma que se eu ficasse um dia sem estudar as 6 ou 7h habituais, aí sim que eu tinha uma sensação ruim, de que estava faltando alguma coisa… O estudo com REGULARIDADE, na DIREÇÃO CERTA, trará o resultado. Sempre tive fé nisso!
Quando saiu o edital do ICMS-RO, perguntei ao Fabrício se valeria a pena fazer a prova, visto que não tinha a formação requerida para assumir o cargo, caso passasse. Nas suas palavras, “vale a pena se você for estudar para passar, fazer só por fazer não é interessante”. Como meu estudo de longo prazo já estava começando a andar de lado, resolvi encarar o pós-edital. Acho que tem um ponto do estudo em que precisamos de um desafio concreto, de enfrentar o monstro e ver o que acontece. Aumentei um pouco o ritmo, mas mesmo assim não imprimi aquele ritmo maluco característico dos pós-editais não, pois queria voltar de Rondônia e já retomar os estudos. Já na primeira semana do pós, percebi que não ia conseguir bater as metas. Priorizamos as matérias de maior peso, executei as tarefas das matérias até a pontuação acumulada de 78%, e nas demais fui com minha base mesmo.
No dia da prova, tentei ter a frieza necessária para lidar com as já esperadas maldades da FGV. Desta vez, as provas de Contabilidade e Informática foram surreais de difíceis, e com a falta de tempo para chegar ao fim da prova deixei para trás 8 questões ao todo. Graças à derrota do ICMS-MA aprendi a ter estômago para gerenciar melhor o tempo e escolher bem as questões que não faria na prova. Depois de tanto estudo, dá muita tristeza ter que fazer isso!
Sinceramente, após a prova achei que meu pós-edital foi um pouco aquém e que não seria suficiente para ficar dentro das vagas. Mas foi! Deu tudo certo! Foi muita alegria no dia do resultado!
Infelizmente, não posso assumir o cargo de Auditor, mas me sinto bem mais preparado para os próximos concursos da área fiscal depois dessa experiência em Rondônia!
Agradeço ao Fabrício pelo apoio, ao trabalho de toda equipe da LS e a colegas concurseiros pela amizade.
E que venham os próximos desafios!!!