João Alberto Bernal
24º lugar para Auditor Fiscal de Tributos Estaduais de Rondônia (2017)
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Sou João Alberto Bernal, tenho 24 anos, paranaense e com formação em contabilidade.
Fui aprovado em 24º lugar para Auditor Fiscal de Tributos Estaduais de Rondônia.
Para explicar o porquê de eu estudar para a área fiscal, gosto de dizer que sempre fui apaixonado pelo trabalho na área tributária, e desde a graduação já sonhava com o cargo de Auditor da RFB, em virtude da infinidade de trabalhos possíveis dentro do Fisco Federal.
Fiscalizar o IRPJ de grandes grupos econômicos, entender operações de fundos de investimentos, de empresas listadas na bolsa, dedutibilidade de ágio em incorporações e fusões, a exemplo do emblemático caso da BM&F Bovespa, preços de transferência, lucro diferido, Simples Nacional, remessas com suspensão de ICMS… tudo isso, na época da graduação, não passava de um sonho, de algo distante a ser atingido e até impossível para mim talvez.
Mas fato é que, possível ou impossível, eu e meu irmão decidimos cair de cabeça nos estudos para a RFB, em meados de 2013 para frente. Nessa época, estava na faculdade, e percebi o salto de aprendizagem que dei tanto em relação aos estudos quanto em relação à faculdade; fiquei impressionado.
Quando iniciou o ano de 2014, o concurso do ATA-MF saiu e eu vi a oportunidade de trabalhar na minha cidade e em um órgão com o qual tenho total afinidade. Não deu outra: estudei muito nesse período e acabei sendo aprovado em 1º lugar. Cargo que ocupo desde então.
Lógico, nem tudo são flores… Para “nossa sorte”, eu e meu irmão conseguimos entrar no final do ciclo de concursos da área fiscal (2015 em diante), e quem está estudando desde então sabe do que estou falando… RFB e a maioria dos fiscos estaduais já tinham feito suas provas de ingresso (em 2012, 2013 e 2014)…
TOO BAD!
Até que saiu a prova da Receita Estadual do Maranhão, no final de 2016, e eu pensei: vou arriscar, e ainda bem que fui! Pois o banho de água fria foi tão grande que, além de ter sido aprovado bem longe das vagas iniciais, pude perceber inúmeros erros: pressa, ansiedade em resolver a prova, erros por desatenção… incontáveis problemas.
Apesar de tudo isso, uma notícia boa! Ao sair da prova da tarde, escutei uma moça falando: “os primeiros lugares da prova de Fiscal de Niterói tinham feito LS; e provavelmente pegarão os primeiros lugares aqui no Maranhão também!”. Dito e feito, é só conferir os depoimentos do pessoal aprovado na SEFAZ-MA na página da LS.
Fiquei curiosíssimo para conhecer a orientação de estudos e, um mês depois da prova, marquei a entrevista com o professor orientador e agendei o início dos estudos pela LS para 01/12/2016. Não durei muito tempo, e por estar muito tempo estudando, achei que conseguiria fazer o trabalho da LS “sozinho”, optando por desistir da orientação de estudos um mês depois de ter começado.
LEDO ENGANO!
Iniciado o ano de 2017, a insegurança veio com tudo, há tempos estudando sem resultados concretos, sem nenhum concurso da área fiscal previsto, além de inúmeros outros sentimentos ao mesmo tempo. Foi difícil; inúmeras vezes pensei em parar de estudar, em começar outra graduação, ir para o exterior, sei lá… alguma coisa eu deveria fazer!
COMPLICADO, EM!
Até que, em meados de agosto de 2017, resolvi que iria parar de estudar e começar a graduação em direito; estava tudo certo, com matrícula na faculdade efetuada; já estava atrás também de uma pós-graduação para “não perder mais tempo”!
Não sabia ao certo o que estava acontecendo; se era medo de falhar, se era ansiedade canalizada de forma errada. O arrependimento de não estudar já vinha à tona e a vontade de ser Auditor Fiscal sempre latente em minha cabeça, mesmo após todas essas mudanças.
Nessas idas e vindas, passaram-se preciosos 60 dias…
ATÉ QUE RESOLVI VOLTAR A ESTUDAR!
Não poderia eu abrir de mão do sonho de ser Auditor Fiscal, e nem abandonar os últimos anos de estudo por pura imaturidade e falta de paciência. Seria tudo em vão!
Fiz um replanejamento, e no dia 3 de outubro voltei aos estudos (duas semanas antes da publicação do Edital de Rondônia). Quando saiu, foi desespero total! Pensei comigo: “esse edital é para mim!”, e lembrei de minha promessa após a prova do Maranhão: “No próximo concurso de Fisco Estadual, eu seria aprovado dentro do número de vagas!”.
Superado o desespero, era hora de se atracar porque haviam sido incluídas muitas matérias diferentes do que o edital da Receita Federal cobrou em seu último concurso de 2014 (Economia, Civil, Empresarial, Custos, Economia, Informática, e Legislação Tributária do estado, além de História e Geografia). Pensei comigo: todos estão no mesmo barco, então bora para cima!!!
O problema é que eu vinha de uma fase de pouco estudo, muitas incertezas e insegurança. Se o desespero no pós-edital é normal, no meu caso era pior ainda…
A SOLUÇÃO!
Foi aí que resolvi voltar para a LS, e, no final de semana da prova do TCE-SP, no quarto do hotel, encaminhei um email para o Fabrício Petruccelli, meu professor orientador, dizendo que queria voltar para a orientação de estudos para fazer a prova de Rondônia! Conversamos sobre qual seria o melhor caminho a tomar antes da prova em relação aos estudos, e decidimos que me seriam disponibilizadas todas as metas do pós-edital da SEFIN-RO.
Quando olhei todas aquelas tarefas a serem cumpridas, inúmeros exercícios e revisões, percebi que não conseguiria completá-los com qualidade, e teria de escolher assuntos e matérias aos quais deveria dar mais atenção. Optei por aquelas com maior peso e com maior complexidade.
Chegado o tão esperado dia 14/01, fiz a prova com bastante dificuldade, questões de contabilidade e informática pesadíssimas. Saí da prova arrasado, acreditando que dificilmente seria aprovado dentro das vagas.
Mas, no dia do resultado provisório, meu irmão me ligou desesperado dizendo que eu estava dentro das vagas… Nem acreditava! Sensação indescritível!
MAS NÃO ME DEIXEI LEVAR PELAS EMOÇÕES!
Afinal gato escaldado tem medo de água! Contive os ânimos e as expectativas até a publicação do resultado definitivo do concurso para poder comemorar. Nesse meio tempo, mandei inúmeras mensagens ao Fabrício perguntando se a FGV tinha o costume de alterar os resultados provisórios, se tinha chances de pular para fora das vagas… blá, blá, blá! Enchi as paciências dele, com toda certeza.
Quando saiu o resultado definitivo, pude comemorar realmente (confesso que ainda estou esperando a homologação para comprar os rojões)!
Realmente, uma trajetória cheia de dúvidas e incertezas, mas como minha mãe e meu pai sempre dizem: “tudo tem seu tempo certo!”
Neste aspecto, queria agradecer a LS, em especial o Fabrício, porque o processo teria sido muito mais difícil sem a organização e as mensagens do meu professor orientador.
Bom, é isso aí!
E que venha o Fisco Federal!