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Aluno aprovado em 4° lugar no concurso Sefaz AL

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Olá, pessoal. Meu nome é Allan Lacerda, tenho 27 anos, sou Engenheiro Civil formado pela Universidade Federal da Paraíba, fui aprovado em quarto lugar para o cargo de Auditor Fiscal da Receita Estadual de Alagoas, e venho aqui contar um pouco da minha história pra vocês. 

Tudo começou no final de 2016, eu era concluinte do curso de Engenharia Civil e nem passava pela minha cabeça ir para o mundo dos concursos públicos. Eu estagiava em uma empresa há cerca de três anos e recebi uma proposta para continuar após a colação de grau, mas, como um jovem engenheiro, iria receber, após descontados os tributos, quase a mesma coisa que recebia como estagiário. De início, com quase 24 anos e morando com os pais, aquele salário poderia até me iludir, pois daria para pagar todos os meus gastos, que não eram muitos. Entretanto, uma pergunta que você deve sempre fazer é “onde estarei daqui 5 anos?”. Com o salário prometido e com o país em uma crise econômica e política, o meu futuro era algo incerto. Decidi, então, para agregar ao salário, tentar mestrado na UFPB e na UFPE, mas, por alguns décimos, não passei nas duas instituições. Era como se Deus estivesse preparando algo melhor para mim, indicando que aquele ali não era o caminho que eu deveria seguir. 

No início de 2017, após as frustrações nas provas de mestrado, decidi seguir apenas na iniciativa privada, mas eu não estava feliz, eu saía todos os dias pra trabalhar sem estar incentivado. Até que, em uma conversa de mesa de bar, alguns amigos falaram que estavam estudando para concursos da área fiscal, mostraram os salários e os benefícios que um Auditor poderia ter e aquilo passou a me interessar. Meu pai, que é Auditor da Sefaz Paraíba, aprofundou o assunto comigo, falou sobre a remuneração, auxílios e indenizações que recebia, algo que ele nunca tinha feito e que eu nunca tinha me interessado. Passei, então, a avaliar a hipótese de começar a estudar para área fiscal. Após conversar com minha família, que sempre me apoiou financeiramente e emocionalmente, e com amigos que estavam seguindo o caminho dos concursos, decidi sair da iniciativa privada e estudar para concurso público, sem saber do tamanho do desafio que eu iria enfrentar. 

Um amigo me indicou alguns cursinhos para me ajudar no início, até que conheci a LS. O perfil da orientação de estudos se moldava exatamente ao método que eu estudava: por metas. O curso de engenharia me fez criar o hábito de estudar todos os dias e eu iria levar isso agora para alcançar meu objetivo de ser um Auditor Fiscal. Então, no dia 01/02/2017, eu dei início a minha carreira como concurseiro, já sendo aluno da LS. Sim, fui aluno da LS de ponta a ponta, do início dos estudos até a aprovação. 

Na LS, já havia passado por dois professores orientadores, até que, em abril de 2018, tornei-me aluno do Bruno Ricardo, o qual foi fundamental para minha aprovação. Ele adicionou novas tarefas e novas matérias a minha meta, sempre sendo bem atencioso e presente as minhas dúvidas quanto às metas. 

Estudei praticamente um ano e meio sem fazer prova, pois gostaria de ter uma boa base antes de fazer uma prova pra valer. Assim, meu primeiro certame foi o Sefaz Goiás, em 2018. Foi meu primeiro pós-edital, e posso dizer que o ritmo de estudos é muito mais intenso, comparado ao pré-edital. No pós-edital da LS, as tarefas são pesadas, mas valem muito a pena, pois o aluno consegue ver um mar de assuntos em dois, três meses. Na prova de Goiás, fiquei na posição de número 271, com 75% de acerto, bem distante das vagas, mas eu senti, após esse pós-edital, que eu havia pulado muitos degraus a caminho da aprovação. 

Enquanto estudava para a Sefaz Goiás, saiu o edital para Santa Catarina, mas em uma conversa com o Bruno, decidi não prestar esse concurso, pois o edital da Bahia estava iminente e eu gostaria muito de continuar morando no Nordeste. Esperando a prova da Bahia, deixei passar Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 

 Veio, então, a prova da Bahia, um edital que cobrou muitas matérias exatas, o que seria uma vantagem para mim, devido a minha formação. Após o 75% de acertos em Goiás, queria um percentual de 80% na Bahia. Não me cobrava pra passar, por achar que havia outros ainda na minha frente. Eu estava enganado, pois, na Bahia, fiz 90,5% na prova objetiva, o que me deu o nono lugar. Todavia, a prova discursiva exigiu muito, e por um descuido, acabei errando no que não podia. Resultado: fui eliminado. Chorei muito, fiquei muito mal, pois, apesar de ter ido com um objetivo menor, eu tinha chances claras de ser aprovado. Fiquei me perguntando quando que teria outra oportunidade dessa, com um edital que foi feito para quem é da área de exatas. Muitas vezes você tem que tirar forças de onde não existe e, simplesmente, continuar.

Em 2019, quando saiu o edital do DF, eu iniciei o planejamento para essa prova com a LS, mas eu não queria o Distrito Federal, eu queria Alagoas, que já estava em tempos de sair. Fazer o planejamento inicial do DF foi fundamental para minha aprovação, pois consegui revisar várias matérias e estudar assuntos como microeconomia, no qual engatinhava ainda. 

Veio, então, o edital de Alagoas, que sonho seria continuar morando no Nordeste, próximo a minha família. O edital não veio nada parecido com o edital da Bahia, as matérias exatas valiam quase nada, Direito Penal, Civil, Empresarial, Auditoria de NFe, “meu Deus, não vou conseguir”. Estudei muito. Não tive Natal, não tive Ano Novo, não tive praia, mesmo morando em João Pessoa. Estudava de segunda a sábado e, religiosamente, descansava no domingo. 

Veio, então, o dia da prova que, coincidentemente, caiu no dia do meu aniversário, 08/02. Poderia ser um bom sinal. Eu estava muito nervoso, pois, devido ao resultado de quase passar na Bahia, eu já estava em posição de brigar por vaga. A prova foi difícil, principalmente Auditoria. Devido a preparação com a LS, consegui me sair bem e, ao colocar meu gabarito em um site de ranking, eu estava na segunda colocação. Entretanto, a prova discursiva foi muito complicada e, pelo espelho da banca, eu não iria ter a menor chance. Corri atrás de recurso, mas não acreditava que a banca pudesse alterar alguma coisa. Eu, praticamente, havia entregado os pontos e, da mesma forma que na Bahia, eu iria ficar de fora por conta da discursiva.

Chegou, então, o dia da divulgação do resultado final e, apesar de não acreditar, lá no fundo, algo me dizia que poderia dar certo. E deu! A banca mudou o posicionamento quanto a resposta da prova discursiva, o que me beneficiou muito. Eu estava em quarto lugar no resultado preliminar, mas não queria cantar vitória ainda. Foram dois meses de angústia, para que, no dia 22/05, o resultado se confirmasse. Um inacreditável quarto lugar e a certeza de que Deus havia guardado essa vaga pra mim. Meu lugar não era na iniciativa privada, sendo fiscal de obra, não era também sendo Auditor na Bahia. Meu lugar é em Alagoas!

Saiba que para você passar em concurso público não é necessário que seja um fora da curva ou aluno superinteligente. Você precisa estudar, estudar muito, até passar, e vai passar, só basta acreditar. Um grande abraço!

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