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Aluno aprovado no ICMS BA e ICMS RO

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A parte 1 da minha trajetória a LS e o Fabrício postaram logo após o ICMS-RO. É daquelas histórias que nem agregam tanto ao ler, porque tudo tinha dado certo muito rápida e inesperadamente, e eu nem tinha muito a falar mesmo. Acho que a parte 2 tem um pouco mais de conteúdo.

Eu tinha 23 anos (hoje 25), e havia sido aprovado para Auditor (14º) e para Técnico (5º) da SEFIN-RO. O primeiro eu não pude assumir por não ser aceita a formação de engenharia, o segundo resolvi não assumir mesmo.

Um mês depois, eu prestei o concurso para Consultor Legislativo da CMBH, especialidade de Adm. Pública, Orçamento e Finanças. Eu não estudei especificamente para esse concurso (o Fabrício também não deixaria eu fazer isso, porque era um concurso de outra área kkk) e, sinceramente, não tinha muita ideia se teria chance lá, pois imaginava que haveria bons concorrentes estudando especificamente para ele. Era um cargo bem interessante, 30h semanais e em BH, onde já tinha moradia. Não havia nenhum conteúdo específico no edital (leis municipais, ou nada do tipo), o que havia era um mix de (muitas) matérias da área fiscal e de controle, sobre as quais eu tinha um domínio bom, então meu sentimento era o de “vou lá fazer pra ver o que acontece”.

Minha prova objetiva foi muito boa e eu estava em 1º lugar, empatado com uma outra pessoa. Mas a discursiva, que valia até mais que a objetiva, eram dois pareceres a projeto de lei. Eu descobri o que era um parecer a projeto de lei na noite anterior à prova, então imaginava que iria mal na discursiva e naturalmente sair das vagas, pois eram só 4. Apesar disso, fiz os pareceres da melhor forma que consegui, com tranquilidade e boas.

Bem grande foi minha surpresa quando saiu o resultado dos pareceres e eu tinha ficado em 1º também na discursiva, e assim em 1º lugar no concurso.

Três aprovações assim em sequência te enchem de confiança, naturalmente. Quando eu digo isso, não se trata de prepotência ou de falta de humildade. De forma alguma. Isso é algo bem interno mesmo, é sobre acreditar em si mesmo, ver que você está bem preparado e no caminho certo para atingir seus objetivos. E meu objetivo continuava sendo ser auditor fiscal.

O lado ruim de você adquirir essa confiança é que ela torna suas derrotas mais difíceis. Como diz Mano Brown, “a confiança é uma mulher ingrata, que te abraça e te beija, te rouba e te mata”. Já há uma expectativa de ir bem novamente, e isso pode não se concretizar. Você ser aprovado em um concurso (ou até em mais de um) não te torna automaticamente um expert em concursos públicos. Principalmente, não te deixa imune a cometer erros no próximo. Eu descobri isso no ICMS-GO.

A maior parte dos concursos termina, os aprovados ficam ansiosos para serem nomeados e a nomeação demora vários meses, anos… Eu estava doido que minha nomeação na CMBH demorasse assim também, para que eu pudesse me preocupar apenas com as provas que finalmente estavam por vir, depois de uma longa seca de concursos fiscais. Resultado: um mês depois da homologação do meu concurso nomearam todo mundo rsrs. Lei de Murphy.

Paralelo a agora estar trabalhando e estudando, meu 2018 vinha sendo um ano muito difícil por problemas pessoais. Eu não vou adentrar muito nisso, mas foi um período muito complicado pra mim, em que, apesar de eu não ter deixado de estudar um só dia por causa isso, eu tinha preocupações muito grandes na cabeça ao mesmo tempo. Isso me trouxe uma intranquilidade que eu não havia experimentado ainda na vida e deve ter atrapalhado os estudos também, embora eu não saiba precisar o quanto. O fato é que o meu ICMS-GO chegou e foi um fiasco. Basicamente afundei em duas matérias, TI e Legislação, e fiquei lá pra 200 e tanto.

Na semana anterior a essa prova, eu tinha pedido exoneração do meu cargo. Fiquei com pesar de sair por curtir muito o trabalho, para quem se interessa por política estar na orientação de estudos legislativa é sensacional, mas era muita coisa pra mim no momento. Eu não estava fazendo nada bem feito, no final do ano o fluxo de trabalho aumentaria muito em virtude da tramitação do orçamento para o ano seguinte (eu era consultor de Orçamento), e eu só queria me dedicar ao máximo para o ICMS SC.

SC estava na porta e eu era um concurseiro full-time novamente. Nas 7 semanas entre GO e SC eu estudei como eu não imaginava que eu era capaz. Nesse período eu descobri meus limites realmente, eu não sabia direito nem o dia da semana em que eu estava, eu só estudei cada segundo, bati todos meus records de horas líquidas, de tudo. Eu queria muito que desse certo ali e isso enfim acabasse.

Então, SC chegou, fui relativamente bem em quase tudo (principalmente na P1 que não valia ponto nenhum praticamente), mas perdi pontos que não poderia perder em legislação, principalmente na prova peso 3 que veio cheia de questões de anexos do RICMS. Fiz 12/20 nela e nem no CR fiquei por causa disso. Vacilar em coisa peso 3 num concurso desse nível geralmente é game over 🙁

Depois de SC eu, digamos, senti o golpe. Começava até a me perguntar se as aprovações anteriores tinham sido casos isolados e que não se repetiriam mais. Fiquei muito pra baixo mesmo, porque todo mundo falava que esse era o melhor fisco de todos, era o paraíso e tudo mais. Eu meio que achava que merecia ter conseguido passar, por ter estudado tão pesado durante aqueles anos todos de seca de concursos fiscais. Tinha gente que tinha começado a estudar depois que eu já tinha até sido aprovado no fisco de RO, iria passar em GO ou SC e eu não. Tinha gente que nunca tinha nem estudado matérias que caíram, como Estatística ou Economia, e iria passar, e eu joguei tudo no ralo por causa da porcaria da legislação. Aliás, eu odeio legislação tributária até hoje por causa disso. Um dos motivos que me levaram a fazer a prova da Bahia para Controle Interno é justamente que não tinha legislação nela. Preferi fazer prova de AFO, Economia e Contabilidade Pública do que de legislação. Enfim… eu que sempre fui uma pessoa muito tranquila e sempre usei isso a meu favor para provas e afins agora não podia mais contar com isso. Pelo contrário, o estudo se tornou uma coisa pesada e não mais prazerosa pra mim.

Olhando pra trás, acho que, por vivermos esse período de preparação muito intensamente, a gente tende a dramatizar muito coisas que são essencialmente objetivas. Ser aprovado em um concurso público se trata de fazer mais pontos que seus concorrentes em uma prova. Em essência, é isso. E você não é melhor nem pior que ninguém por causa disso. Você, simplesmente e por alguns motivos, fez menos pontos em uma prova. Descubra o porquê disso, ataque seus pontos fracos, estude mais e vá lá de novo. Se comparar com os outros a todo instante não é nada além de tortura, até porque, não importa quão bons ou esforçados sejamos, sempre vai aparecer alguém extremamente inteligente, ou alguém perfeitamente disciplinado que estude mil horas por dia com consistência, e esse alguém pode simplesmente passar por cima de você numa determinada prova. Foge ao controle. Também, pessoas diferentes possuem habilidades diferentes e, às vezes, determinada prova favorece mais certas pessoas que outras.

Encarar coisas objetivas com mais objetividade pode nos poupar de muitos sofrimentos desnecessários. Passar num concurso também não é só uma questão de justiça ou de merecimento, ainda que haja um componente de justiça e merecimento grande nisso. É sobre fazer mais pontos que o resto da galera em uma dada prova, não é nada além disso. Acho que a minha geração não sabe muito bem perder (eu pelo menos nunca soube kkk). Nós achamos sempre que somos especiais demais e merecemos o mundo. Mas merecer muita gente merece, o que acontece é que, sendo 30 vagas e 15 mil candidatos, merecendo ou não 14.970 ficarão de fora. Fracassar quase sempre é um tijolo da construção e é preciso aprender a transformar essas derrotas provisórias em vitórias definitivas. No meu caso, mesmo já estando bom tecnicamente há um tempo, a aprovação definitiva só veio quando eu entendi isso de verdade.

No concurso do RS fui bem no geral, dei uma ligeira afundada em TI, mas com o gabarito preliminar eu estava no finalzinho das vagas de acordo com o ranking. Mas aí saiu o gabarito definitivo com 11 anulações, das quais 9 eu tinha “acertado”.

Muita gente ganhou uns 6 pontos nessas anulações, e essa galera toda me passou, fui pra 70º lugar (eram 37 vagas). Nesse momento felizmente eu já tinha uma mentalidade melhor e passei a levar mais para o lado da comédia do que para o da tragédia. Lembro de falar para o Fabrício: “não vai dar nem tempo de chorar o RS, manda as metas da Bahia aí pra nós!”

Acho que na preparação para a Bahia minha vida pessoal chegou ao ápice do ruim. As duas semanas que antecederam a prova foram particularmente horríveis. Mas não dá pra esperar as condições ideais para estudar pra concurso também, né? Temos que jogar com o que temos, assumir a responsabilidade pelo nosso futuro e não colocar a culpa na situação. O que eu faria hoje de diferente é me blindar melhor de possíveis influências externas negativas em momentos cruciais, como a véspera de uma prova importante. Acho que esse momento é propício a tentar dar uma isolada do mundo e não deixar que nada nem ninguém te tire o foco da prova. No fundo, ela é o que fica, a prova define o seu futuro, todo o resto é acessório. Mas a nossa mente não funciona dessa forma e ela pode passar problemas “extracampo” para a prioridade 1, ainda mais nesse momento que já é tenso por si só, e por a perder anos de preparação. Isso quase aconteceu comigo, foi por pouco mesmo.

Tecnicamente, uma dica que posso dar e me foi bem útil na Bahia foi pensar no concurso mais por uma ótica de análise de risco. Mais ou menos o seguinte: quando sair o edital, você analisar, disciplina por disciplina, qual a probabilidade de você mandar mal nela com o que sabe hoje, e qual seria o impacto na sua nota se isso vier a acontecer. Mandar mal seria tirar uma nota abaixo daquela nota padrão dos que vão passar. 

É bem complicado ficar nas vagas nas circunstâncias atuais de concursos com poucas vagas e concorrência muito afiada. Mas creio que o pensamento é mais ou menos esse: não vacilar, sob hipótese nenhuma, em nada que seja muito importante na prova (em termos do peso principalmente), e pelo menos segurar a onda naquilo que vale menos pontos (que são as matérias mais de base, geralmente). Por exemplo, se você fizer como eu em SC e mandar 60% em UMA matéria PESO 3, meio que já era o concurso. Mesmo que mande muito bem no resto é difícil tirar a diferença. Por isso é meio que um problema de análise de risco, prevenir ao máximo que um impacto negativo desse aconteça. Nas disciplinas que você achar que isso pode rolar tem que dar uma ênfase bem forte mesmo.

No concurso da Bahia eu disse pra mim mesmo que, não importava o que acontecesse, eu ia mandar bem em TI, Economia e CASP. Eram as matérias mais “perigosas” para mim lá. Tive que sacrificar bastante as outras matérias pra isso acontecer, mas funcionou. Na prova peso 3 errei só 3 questões das 55, o que puxou a nota como um todo muito pra cima e fiquei com 90% no geral, mesmo errando algumas de peso menor.

Bem, saiu a objetiva e eu estava em 2º lugar. Mas, como nada pode dar certo tão fácil assim, tive que me enrolar todo com o tempo de prova – sempre foi uma dificuldade minha – e deixar um pedaço da discursiva sem responder, e responder um outro pedaço na correria com o fiscal querendo me tomar a prova. Daí, foram mais 3 meses de agonia, em 2º na objetiva e com medo de ser eliminado na discursiva (tinha mínimo!!! kkk). Tava achando que ia ter outra história trágica para contar, como a das anulações do RS.

Mas, na madrugada de 22 de agosto, saiu o DOE e o santo ajudou! A maré ruim virou e passei! O estrago da discursiva não foi tão grande assim e consegui até manter o 2º lugar. Foram alguns mil quilos a menos nas costas e muita comemoração!!!

Acordei todo mundo de madrugada, família, amigos, cachorro, papagaio…

Agradeço imensamente a LS, e em especial ao Fabricio Petruccelli, por todos esses anos de parceria. Melhor que qualquer elogio é dizer que sou aluno da orientação de estudos há cerca de 3 anos, e vários amigos meus hoje são alunos por eu ter recomendado. Acho que, principalmente para quem está começando no mundo dos concursos, a LS aumenta muito suas chances de sucesso. Mais adiante, já tendo algum know-how sobre concurso, você pode trocar uma ideia com outros alunos, com seu professor orientador, sugerir ajustes ou estratégias diferentes. Mas de início, confie e siga o método, creio que será a forma mais rápida e eficaz de conseguir começar a competir em concursos de alto nível.

Como um outro aluno do Fabrício escreveu um tempo atrás, a aprovação é a soma de boa preparação e luz no dia da prova. Dá pra pensar também que é a soma da sua BASE nas matérias da área do seu concurso, com a preparação para AQUELA PROVA em específico (as estratégias de estudo no pós-edital e tudo mais) e com a BOA EXECUÇÃO na hora da prova. Quando não passamos, nosso trabalho é basicamente entender em qual das 3 coisas estamos falhando, e atuar ali para corrigir as deficiências e evoluir. Com menos drama e mais racionalidade, entendendo que esse é o processo mesmo.

O mais legal disso tudo é que, depois dessa montanha russa toda, hoje não consigo imaginar um lugar em que eu vá ser mais feliz que em Salvador, Bahia! É como se alguém lá em cima estivesse preparando, carinhosamente, cada um dos obstáculos do caminho. Foram nesses momentos em que eu cresci verdadeiramente. As aprovações foram meio inúteis nesse sentido, por mais estranho que isso possa soar rs.

“É bom celebrar o sucesso, mas é mais importante dar atenção às lições do fracasso.” – Bill Gates. Muita sorte a todos na caminhada!!!

 

Projeto LS cuida de você

Sabemos que para obter uma boa preparação não adianta possuir apenas a parte técnica e a dedicação. Precisamos ter um cuidado especial com a nossa mente e com o nosso corpo. Combinar boas horas de sono, uma alimentação saudável e a prática de atividades físicas será o seu diferencial.

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A iniciativa tem como objetivo apoiar os alunos nas principais áreas da sua vida para que possam obter uma alta performance durante a sua preparação para o concurso público almejado.

A nossa missão não é somente aprovar o concurseiro, mas também cuidar dele até a hora da prova.

Nossa equipe é formada por especialistas (Psicóloga, Educador Físico e Nutricionista) que acompanharão semanalmente, de forma gratuita, todos os alunos da LS.

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