Daniel Mendonça Moreira
Aluno aprovado em 29º ICMS RS
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Agendar conversa gratuitaFala, pessoal! Vou tentar contar um pouco da minha história para aqueles que estejam na luta possam se inspirar e conseguir a motivação necessária para um cargo tão desejado por todos os concurseiros. Juro que tentei resumir muito, mas não deu rsrs. Para quem quiser, ao final, deixarei o resumo das dicas que darei ao longo do depoimento. Se não quiser ler minha história ou estiver sem tempo, pule para lá e só leia as dicas, as quais considero extremamente importantes para você, iniciante ou não.
Meu nome é Daniel Mendonça Moreira, sou engenheiro mecânico formado pela UFF e sempre tive a ideia de fazer concurso durante toda a minha vida, mas sempre para ser engenheiro da Petrobrás. Em 2014, ainda não formado, cheguei a fazer a prova e vi que concurso não era um bicho de 7 cabeças como todos pintavam. Mas nunca sequer pensei na área fiscal.
Em 2015, um grande amigo meu, aprovado para o ISS-Niterói, despertou em mim o interesse nessa área. À época eu estava prestes a me formar e ainda estava no meu antigo trabalho. Apesar do ótimo ambiente (meu chefe era um cara sensacional) e de ótimos colegas de trabalho com quem mantenho contato até hoje, eu não me sentia totalmente realizado e percebia que precisava tomar uma decisão.
Nesse momento, refleti muito, afinal, era um recém-formado e já empregado (coisa que poucos amigos tinham conseguido naquela época e no auge da crise brasileira). Assim, eu tinha duas opções: largar o trabalho e só estudar, ou conciliá-lo com o trabalho. Decidi pela 1ª opção por questões pessoais, acreditando ser o mais acertado e hoje posso dizer em alto e bom som que estava correto.
Quando contei para minha mãe as minhas pretensões, não foi algo de imediato bem recebido. Ela queria que eu continuasse no emprego e seguisse para o mestrado. Não a culpo, afinal estava iniciando uma carreira. Mas, mãe é mãe, e após conversamos bastante, ela respeitou minha decisão e me deu um apoio fundamental para a minha jornada que acabara de começar.
Quando anunciei para amigos próximos a minha decisão, não recebi muitas palavras boas de estímulo. E aqui vai a 1ª dica valiosa que dou a vocês: pessoas próximas a vocês, ainda que sem querer, de forma inconsciente, ou até mesmo por preocupação, vão tentar te desestimular. E isso ocorre em qualquer decisão que tomamos em nossa vida. Ouvi frases do tipo: “Se o seu amigo demorou X anos, você pode demorar 2X anos”; “Você é maluco!”; “Concurso é só pra gênio”; “Isso é jogo de cartas marcadas”; “E se você demorar 5 anos?”. É difícil ouvir isso, mas faz parte da caminhada. Acredite em você. No final, é só isso que importa.
Agora, entrando no estudo em si, por indicação de amigos concurseiros e de vários depoimentos que li, optei por entrar na LS e estudei desde o “dia zero” com eles. Eu acredito que tive uma sorte gigantesca, tive excelentes recomendações dos seus professores orientadores e pude constatar a excelência desse trabalho com o meu professor orientador, Bruno Machado, um cara realmente diferenciado, que sempre me atendeu com a maior atenção (e paciência rsrs) possível, respondendo ponto a ponto tudo o que perguntava e em tempo recorde, muitas vezes quase que na mesma hora. Eu não consigo lembrar de nenhuma vez que ele demorou os 3 dias para me responder. Fica aqui meu agradecimento a ele e minha indicação para quem está começando.
Comecei na LS em abril de 2016 (ainda no trabalho), aos trancos e barrancos (porque no início é assim mesmo, acredite), e efetivamente apenas estudando a partir de agosto de 2016, sempre focado na Receita Federal.
No começo é muita teoria, muita coisa nova a ser aprendida e muitos erros inevitavelmente serão cometidos. E isso é extremamente importante. Explico. Alguns meses depois, logo após terminar o ciclo básico da RFB, comecei a voltar nos primeiros resumos e percebi o quanto ainda estavam longe do ideal. Aprender com seus erros nessa fase e construir seu material a partir disso foi de extrema relevância na reta final. E aqui começa a 2ª dica: use e abuse da tecnologia. Os resumos são IMPORTANTÍSSIMOS na sua preparação. Voltar no PDF ou na videoaula de teoria é algo apenas em ÚLTIMO CASO MESMO. Seus resumos virarão seus materiais teóricos. Selecione criteriosamente trechos dos PDFs e da lei seca, faça nos seus próprios resumos os comentários, use os “SmartArts” do Word para fazer esquemas, quadros, fluxogramas, processos. Sublinhe, realce, use cores, negritos, enfim, tudo o que estiver ao seu alcance.
E por que em Word? Por que não à mão? Porque seus resumos NUNCA estarão prontos. Acredite! Do momento que você inicia até a prova, eles sempre estarão mudando, tirando ou acrescentando trechos, quadros, esquemas. Há quem gosta de fazer à mão. Mas, eu recomendo fortemente não fazer. O tempo perdido para escrever, reescrever, ajustar informações e esquemas é gigante. E o tempo para você será precioso. Isso sem falar na organização e praticidade para levar seus resumos para qualquer lugar.
Voltando ao assunto principal, no ano de 2017 veio a seca dos concursos fiscais. Durante todo esse ano foram pouquíssimas vagas e só deu para fazer o ISS-Criciúma. Eu ainda estava focado na Receita Federal e cheguei a começar o pós-edital de Criciúma, mas na segunda semana já parei por falsos boatos de que o concurso para a RFB seria autorizado neste ano. Acabei fazendo 85% da prova sem estudar especificamente para ela e apesar de ter ficado longe das vagas, ficou um gostinho de “Ah, se eu tivesse feito pós-edital…”.
No início de 2018, já com boatos fortes para Goiás, RS e SC, eu apertei o passo. Já estava fazendo 18 tarefas semanais que terminavam em 4/5 dias em +- 40 horas líquidas semanais, ritmo que se manteve nos pós-editais de Goiás e SC. Infelizmente, cometi alguns erros que falarei adiante, e apesar de aprovado, fiquei longe da classificação em ambos os concursos. Mas, sinceramente? Mesmo não tendo um resultado expressivo, sempre soube que o que era meu estava guardado.
Eu percebi que estava muito afoito no estudo, com pressa para acabar as tarefas, de fazer o máximo de exercícios que eu podia. Na pressa de avançar, não reli várias e várias vezes a legislação. Errava um exercício e não o analisava com frieza. Nesse momento, quantidade estava mais importante que qualidade para mim. No meio do caminho para o fisco catarinense ainda teve a prova do ISS-Maricá, concurso cuja aprovação me possibilitaria ficar perto da minha família, onde nas provas objetivas eu estava em 12° de 27 vagas e a ansiedade pela nota da redação acabou minando minhas energias para a prova de SC. Quando veio o resultado em que soube que caí para 59°, tomei um baque forte. Fiquei bem mal e não consegui voltar ao meu ritmo. Claro que, no final, isso afetou meu desempenho naquele concurso de SC.
Mas, me reestruturei para o fisco gaúcho e mudei minha mentalidade, inclusive por já estar exausto e não conseguir por vários dias o desempenho em carga horária que estava acostumado (já estava há quase 1 ano em ritmo alucinante), aumentando bastante a qualidade do estudo.
O que fiz foi algo que a LS sempre colocou nas dicas das metas e sempre dei uma negligenciada. Já sabia que tinha obtido uma boa bagagem em todas as matérias e mudei a estratégia. Durante o pós-edital do RS eu comecei com a operação que chamo de “Tapa-Buraco”: em todos os exercícios que errava e tinha dúvida, eu passava para um documento em Word minhas dificuldades, fazendo isso para todas as matérias. Em todas as revisões, lia meu resumo e o “Tapa-Buraco” e, ainda, refazia TODAS as questões (nunca fiz só as que errei). Na semana da prova, lá se mostrou a importância dos resumos bem feitos e do “Tapa-Buraco”. Guias rápidos, fáceis, extremamente visuais (olha a importância dos esquemas aí) que me levaram para a 29ª colocação, dentro das vagas e aprovado no ICMS-RS.
Quando vi o resultado no DOE, senti uma grande sensação de alívio e felicidade, que me fez ficar sem reação, imóvel. A experiência é única para cada um. É realmente indescritível e espero que cada um de vocês que leram esse depoimento até o final sintam essa mesma sensação.
Para terminar, quero agradecer aos meus pais, Ivana e João, que sempre estiveram ao meu lado e me forneceram a infraestrutura para só me preocupar em estudar e dar meu máximo e por servirem como exemplos vivos de vitórias, todos os dias, cada um do seu jeito e com sua importância. Também agradeço à minha namorada, Thamy, que esteve ali do meu lado nos momentos mais difíceis, me dando apoio emocional e não me deixando fraquejar nos momentos de cansaço que, invariavelmente, aparecem em toda vida de concurseiro.
Só você sabe o seu verdadeiro potencial. Acredite em si mesmo, trabalhe em silêncio e faça o melhor todos os dias. A vitória chegará para você, meu amigo.
Agora, para o resumo das dicas:
- Cerque-se de pessoas que te levantem emocionalmente e que servirão de exemplo para você. Na sua caminhada haverá muitas pessoas que tentarão te desestimular. Evite isso ao máximo, mas esteja vacinado para caso aconteça. Confie em você e no trabalho que está desempenhando todos os dias. Sempre.
- Use e abuse da tecnologia. As ferramentas disponíveis hoje servem para fabricar nossos próprios materiais e são de grande valia, tanto na organização, como na qualidade dos resumos e na economia de tempo.
- Seu local de estudo é aquele que você deve se sentir o mais confortável possível. Aqui em casa eu mudei três vezes de lugar e várias vezes a configuração do local onde sento, onde ficam o notebook e os monitores. Se algo não está legal, mude. Não importa se vai ficar bonito ou feio, faça do seu local de estudo o seu refúgio.
- E sim, eu uso 3 telas: notebook + 2 monitores. Pode parecer exagero, mas na hora de estudar matéria nova, eu colocava o PDF/videoaula em um, lei seca no outro e o resumo no terceiro. Aumentou DEMAIS a produtividade. Na reta final eu acabei usando só uma segunda tela. Então fica a dica, tenha pelo menos uma segunda tela para estender sua área de trabalho.
- Sua aprovação e sua felicidade podem não estar naquele concurso que começou sonhando. Aproveite as oportunidades que estão por vir e/ou as use para aumentar sua bagagem teórica. Nada melhor que um pós-edital para se lapidar e entrar realmente na briga junto com os mais bem preparados, sempre, é claro, de acordo com seu planejamento. Não se afobe, concurso é algo de longo prazo.
- Faça muitos, muitos, muitos e muitos exercícios. E quando achar que fez o suficiente, faça mais.
- Ao longo da sua preparação, é muito provável que você travará naquela matéria que não encaixou com você. Tenha paciência. Respire. Pega outro dia para ler. Respeite o seu tempo. Muitas matérias geralmente têm um tempo mais longo de maturação. É normal. Acontece com todos.
- Operação “Tapa-Buraco”: Separe um documento com seus erros e dificuldades e use-o para se tornar ainda mais preparado. E essa é a mais importante dica que dou. Fará uma GIGANTESCA diferença, principalmente na semana da prova. Não vejo outra forma mais efetiva de atacar suas dificuldades. E foi de grande importância para mim na semana da prova.
- Separe um momento na semana para relaxar e para fazer o que ama. Serão esses momentos que servirão para te dar um gás e aguentar toda essa caminhada que será árdua, solitária, sinuosa. Vá ao cinema, veja os amigos, veja a namorada(o)/esposa(o), vá a praia, trilhas… Enfim, o lazer é extremamente importante para recarregar. Com organização e planejamento, há tempo para tudo. Sempre, é claro, com moderação e com as metas batidas.
Um grande abraço,
Daniel.