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Aprovada no SEFAZ-GO em 20º Lugar

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Olá, pessoal!

Me chamo Maria Carolina, tenho 29 anos, sou natural de Recife/PE e formada em Ciência da Computação pela UFPE. Vou contar um pouco da minha história no mundo dos concursos, que teve uma jornada longa até chegar na recente aprovação para o cargo de Auditor Fiscal da SEFAZ/GO.

Comecei a estudar para concursos da área de TI em 2010, um ano antes de me formar. Inicialmente eu estudava muito pelos slides da faculdade e depois conheci um cursinho online de professores de TI de Brasília, assistia às vídeo aulas e resolvia questões no superprovas.

Fiz três concursos em 2010 para pegar experiência e ver como as coisas eram cobradas na minha área, eles foram SUSEP, MPU e ABIN. Só sei que até hoje eu devo os pontos das provas do MPU e da ABIN pro CESPE. Foi traumatizante rsrsrs. Ainda em 2010 saiu o edital do concurso do STM, com provas para janeiro de 2011. E ía ser CESPE. As provas iam ser realizadas em poucas cidades e eu não poderia fazer em Recife. Foi aí que resolvi me desafiar a ir a Salvador, fazer a prova e não levar ponto de corte. Estudei como se não houvesse amanhã nas férias, resumi praticamente todos os assuntos a mão e fui fazer a prova. Resultado: foi o primeiro concurso que consegui vencer o CESPE e fiquei em 62o lugar.

No começo do segundo semestre de 2011, após eu ter concluído a graduação, os professores de TI do cursinho de Brasília foram a Recife dar o curso presencial nos fins de semana. Resolvi me matricular e comecei a estudar com mais afinco. Durante a semana, eu trabalhava 8h por dia, estudava das 20h até meia noite e no fim de semana passava os sábados e domingos todos no cursinho (que durou 5 meses).

Pra minha sorte, veio uma enxurrada de editais dos tribunais com vagas para TI. Então, de dezembro de 2011 até a metade de 2012, eu fiz muitas provas e os resultados delas foram os seguintes:

  • DEZ/11 – TRE/PE – Analista de Sistemas – 59o Lugar (FCC)
  • JAN/12 – TJ/PE – Técnico de Programação – 1o Lugar (FCC)
  • JAN/12 – TJ/PE – Analista de Sistemas – 17o Lugar (FCC)
  • JAN/12 – ATI/PE – Analista de TI – 14o Lugar (COVEST)
  • FEV/12 – TRE/CE – Analista de Sistemas – 10o Lugar (FCC)
  • MAR/12 – TJ/RJ – Analista de Sistemas – 12o Lugar (FCC)
  • MAIO/12 – MP/PE – Analista de Informática – 10o Lugar (FCC)
  • AGO/12 – TCE/RJ – Analista de TI – 8o Lugar (FEMPERJ)
  • AGO/12 – TRE/RJ – Analista de Sistemas – 43o Lugar (CESPE)

A principal mudança no meu método de estudos e que fez com que meu rendimento aumentasse foi a resolução de questões. Após terminar o cursinho, eu considerava que já tinha visto a teoria que precisava, então passei a revisar os assuntos e resolver milhares de questões.

Após 2 meses da prova do TJPE, fui nomeada para técnica e isso diminuiu bastante meu ritmo de estudos, o que fez com que a consequência viesse logo em seguida.

O concurso do TRT/PE, em 2012, veio com mais de 50 vagas para Analista de TI. Imagina só.. passar para analista do judiciário no seu estado, que sonho né?! Eu voltei a estudar, fui fazer a prova confiante, mas…. tinha uma redação no meio do caminho. Resolvi a prova de conhecimentos básicos, as específicas que eu conseguia resolver rapidamente e depois fui escrever a redação… e basicamente esqueci do mundo. Escrevi minha redação e só parei quando a fiscal falou “gente, falta meia hora pro final da prova”. Nessa hora me bateu o desespero por que ainda faltava fazer metade da prova específica e passar a redação a limpo. Acabei resolvendo o resto da prova do jeito que deu, escrevi a redação na folha de respostas e já saí chorando da prova. Sabia que não tinha dado pra passar (fiquei mais ou menos na posição 140°). Logo depois dessa prova, surgiu o edital do TCE/RJ e eu resolvi focar nele. O concurso tinha 4 vagas para Analista de TI e somente 12 pessoas iam ter a redação corrigida, o que afastou a concorrência. Fiquei exatamente na posição 12 da prova objetiva e consegui subir para a 8a colocação após a discursiva. Depois dessa prova, pausei os estudos.

Em 2013, o TRF da 1a Região resolveu aproveitar 13 aprovados que estavam na lista do concurso do STM de 2011 e com as desistências, fui convocada e mudei para Brasília. Como achei as pessoas de BSB muito fechadas, resolvi fazer outra graduação e escolhi Ciências Contábeis. A partir daí, comecei a pensar em tentar a carreira de Auditor Fiscal, pois meu pai é auditor aposentado da Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes e tenho dois irmãos Auditores da SEFAZ/PE. Sempre achei o trabalho deles interessante e adoro ouvir as histórias que eles contam sobre como é o trabalho.

No começo de 2014, meu irmão falou que o edital da SEFAZ/PE ía ser publicado, e aí eu comecei a ensaiar um estudo pra ele. Li os livros de Contabilidade Básica do Ricardo Ferreira e Direito Tributário do Ricardo Alexandre. Em julho saiu o edital, com provas para setembro. Tive que estudar a teoria de muitas matérias que nunca tinha visto, então não tive muito tempo para resolver questões. Eu basicamente resolvia as questões dos PDFS (grande erro!).

Durante minha preparação para a SEFAZ/PE, no começo de setembro, o TCE/RJ me nomeou e eu tive que tomar uma das decisões mais difíceis da minha vida, largar a preparação e ir pro RJ ou arriscar e tentar a vaga em PE (a posse seria na semana da prova da SEFAZ)? Resolvi tentar voltar pra casa, desisti da vaga no RJ e continuei focada nos estudos. Algumas pessoas dizem que fiz besteira, largar um cargo “TOP” por algo que nem tinha acontecido ainda… mas acredito que nada acontece por acaso… O resultado do concurso não foi o esperado (fiquei na posição 120), mas acabei me apaixonando pela área fiscal. Lembro que quando saiu o resultado, meu irmão falou que eu seria chamada, pois a necessidade era enorme e a SEFAZ/PE já estava há 20 anos sem concurso. Acabei acreditando nisso e dei outra pausa nos estudos.

A pausa após o concurso da SEFAZ/PE foi bastante longa, pois só voltei a estudar novamente em 2017 para o TCE PE. Depois de 3 anos parada, precisei rever a teoria das disciplinas e só fazia as questões dos pdfs das aulas (e o erro se repetindo!). Eu até tive a redação corrigida para o cargo de Auditor, mas acabei ficando com a classificação lá atrás. A partir daí, resolvi não parar os estudos e acabou saindo a autorização para o concurso da SEFAZ/DF, em meados de novembro. Foi aí que me voltei completamente para a área fiscal e aprimorei os estudos nas seguintes matérias: Português, Constitucional, Administrativo, Tributário e Contabilidade (as que considero as matérias básicas da área fiscal).

No começo de 2018, eu comecei a ler os depoimentos de aprovados e muitos deles citavam o LS Concursos. Começaram a surgir boatos de que sairiam vários fiscos estaduais e aí resolvi entrar na orientação de estudos em fevereiro de 2018, em pleno carnaval. Em março de 2018, a SEFAZ/GO liberou o projeto básico do concurso com as disciplinas que cairiam na prova. O meu professor orientador da LS, Douglas Dantas, alterou meu planejamento para que meu foco fosse nessas matérias. Como eu já tinha visto a teoria da maioria delas, entrei em um planejamento que basicamente era de resolução de questões para as matérias do ciclo básico e comecei a ver a teoria de outras que não tinha visto ainda, como Direito Civil e Empresarial.

Desde que entrei na LS, eu meio que me forcei a fazer um ritmo de “pós-edital” pois achava que estava em um nível bem aquém da galera que vinha fazendo concurso e precisava correr com alguns assuntos antes do edital sair, então eu estudava TODOS os dias, inclusive nos fins de semana, em todos os momentos que eu estava “livre”. Minha rotina (tanto pré quanto pós-edital) era estudar das 7h30 às 11h30, trabalhar das 12h30 às 19h30 e estudar novamente das 20h30 às 23h30, nos dias de semana. Nos fins de semana, eu começava às 8h, só parava para almoçar e depois continuava até umas 19h, quando ia cuidar da cabeça ou indo na comunhão espírita ou no cinema. Assim, eu consegui adiantar muitos assuntos e aí quando saiu o edital da SEFAZ/GO, eu já tinha visto a maioria do conteúdo e o pós-edital serviu para aprimorar o que eu já tinha estudado, resolvendo MILHARES de questões. Durante a preparação eu também fiz alguns simulados, para saber em que nível eu estava e ajustar a estratégia na hora de fazer a prova. Pra mim foi ótimo, pois sempre tentava corrigir algum assunto que eu via que tava mal.

Nas duas últimas semanas antes da prova eu tirei férias, estudei umas 10h por dia na primeira e na segunda eu já tava esgotada, insegura e comecei a me questionar se conseguiria ter um bom desempenho na prova, porque nada mais entrava na cabeça. Aí resolvi rever todas as questões que tinha feito nos meses de pós-edital, só ver mesmo e não refazer rs (eu imprimia todos os cadernos do TEC – sei que devo umas árvores pro planeta!), além de reler a legislação tributária todos os dias e ver algumas aulas de revisão no youtube. A última semana foi punk, quase arrastada, a única coisa que eu queria era que chegasse a prova, para aliviar a tensão que tava enorme.

Eu passei um tempo pensando se deveria voltar a estudar para concursos, tava bem acomodada e acho essa vida cruel demais.. A pessoa precisa ter muita perseverança, resiliência, paciência e controle para não se deixar abater pela rotina que é duríssima. Mas eu super acredito no ditado que diz que depois do esforço sempre vem a recompensa.. Você pode achar que tá demorando, mas ela vai vir.. cedo ou tarde. Um ano antes eu tinha levado um sacode no TCE-PE, mas decidi manter o foco, levantar a cabeça e mergulhar de vez no propósito de ser auditora.. A minha recompensa veio um ano depois no DOE/GO, com meu nome dentro das vagas… e a sensação é indescritível..maravilhosa!! Depois de 8 anos de idas e vindas nesse mundo dos concursos, eu finalmente acho que vou aposentar as canetas =)

Por fim, só tenho a agradecer ao pessoal da LS pelo trabalho realizado e ao meu professor orientador Douglas, que fez um planejamento pré-edital sensacional pra mim e sempre foi super atencioso, me dando força pra continuar os estudos e me manter firme. Eu tenho plena consciência que a orientação de estudos foi um dos fatores primordiais para a minha aprovação, não tinha nada melhor que saber que eu “só” precisava estudar, me ajudou muito a metodologia de “bater metas”, pela sensação do dever cumprido que isso dá.

E pros que continuam na luta, meu conselho é: siga sempre em frente, busque um caminho e não olhe pra trás, transforme suas derrotas em aprendizado e em combustível para melhorar, não desista e acredite sempre em você (isso é fundamental!), a recompensa virá, uma hora ou outra 😉

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