Laura Teize
Aluna aprovada no concurso TCE MG
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Agendar conversa gratuitaAqui começo o depoimento de uma concurseira real, concursada ainda em construção.
Minha estória começa na Unesp Araraquara há 4 anos, sempre foi meu objetivo ser servidora pública, muito por influência dos meus pais.
Fiz um curso para concursos na faculdade e não levei muito (NADA) a sério, por ter sido uma escolha que eu não conferia a mim, mas aos meus pais.
Me formei em economia, e comecei a “SÓ” estudar pra concursos, e um ano ou um ano e meio foi um estudo sem muita técnica, sem uma rotina tão definida, sem muita vontade, até surgir a oportunidade de ir para a linda cidade de São Paulo (me apaixonei por essa cidade).
Em São Paulo entrei em um curso presencial para a Receita Federal do Brasil (RFB), foi pouco mais de um ano nesse cursinho.
Nesse um ano de curso vi o que REALMENTE ERA O MUNDO DOS CONCURSOS, como aprendi, como me dediquei, agarrei aquela oportunidade como única, mas o concurso da RFB a maior lenda dos concursos não saía NUNCA (até hoje não saiu) e eu comecei a ver que eu não estava mais motivada a estudar para a RFB, foi então que o edital do Tribunal de Justiça de SP (TJ SP) saiu, e na mesma semana uma notícia desanimadora sobre o concurso da RFB, decidi então sair do foco (RFB) por alguns meses e PASSAR no TJ SP e lá fui eu estudar pro TJ e RFB tudo junto, aulas de domingo a domingo, de manhã pra RFB e tarde e noite pro TJ SP, simulados, áudios no metrô, mas deu certo, eu classifiquei pro TJ SP com nota ótima. QUE ALÍVIO, agora poderia estudar novamente para um concurso de longo prazo, ou alto rendimento.
Para contextualizar já estava em novembro de 2017. Então me vi tendo que escolher continuar estudando para RFB (A LENDA) ou mudar o foco para outra carreira. No curso para RFB eu percebi que não me via trabalhando com fisco, não gostava muito das matérias, e a que eu mais gostava era auditoria, e matérias correlatas a área de controle, pesquisei alguns concursos e decidi pelos Tribunais de Contas (TCE, TCM, TCU, TCDF).
O edital do TCE SP estava na praça e eu prestei a prova em dezembro (fiquei classificada em 432 – se não me engano)
Logo que eu decidi pelo controle comecei a seguir o instagram da Kel e em dezembro depois da prova do TCE SP ela postou um link de um grupo de TC e eu entrei, entrei no mundo do TC. Neste grupo eu conheci pessoas maravilhosas, que fazem parte da minha vida, amigos pessoais também (não vou citar todos por que são MUITOS e não seria justo esquecer nenhum deles).
Em janeiro de 2018 decidi contratar a LS Ensino, depois de ler muitas pessoas elogiando, conversar com o professor orientador Fabrício pelas redes sociais, conhecer um pouco do trabalho deles pelas minhas amigas que já utilizavam a ferramenta e pelo grupo de TC também.
Com a Pamela Engel, minha professora orientadora maravilhosa, tive minha primeira entrevista e já senti que seria uma experiência incrível. Fiz inúmeras perguntas para Pamela sobre diversos aspectos de como era a vivência no trabalho em um TC, e ela com toda paciência (que lhe é típica) me respondeu tudo.
Passei exato UM ANO com a LS, já tinha uma bagagem de estudos para concursos, porém tinha deficiências que não deixavam que eu passasse do nível das pessoas que classificam na metade da lista para o nível das pessoas que classificam nos topos das listas, e esse era meu objetivo estar no TOPO DAS LISTAS.
Neste ponto também considero que a sensibilidade de Pamela quanto a minha bagagem foi crucial. Explico o porquê, muitas vezes saia um edital novo e eu tinha a insegurança de começar a estudar todas as matérias do zero. E Pamela desde a meta 1 me dava tarefas que seriam apenas de revisão. Eu não sabia fazer revisão, utilizava pouquíssimo resumos, e não era a maior fã de baterias de questões.
Funcionou, mudei minha visão quanto à resolução de questões, sendo hoje uma das coisas que mais tenho prazer em fazer, mudei minha forma de revisar e vi o valor de um bom resumo nas vésperas de provas.
A LS Ensino, juntamente ao trabalho ótimo de Pamela me tiraram do nível intermediário e me levaram à posse.
Minha evolução foi nítida, e agora sigo com um pouco da minha trajetória nos concursos para TC.
Primeira prova de TC, TCM-BA…nunca vou esquecer dividi um apartamento com 4 meninas que nunca tinha visto na vida, mas que eram do grupo de TC, que medo, mas que sorte, conheci essas meninas lindas, inteligentes, focadas e eu “a perdida”, fui sem estudar mais da metade do edital, sem saber que a prova seria de múltipla escolha, sem saber que teria segunda fase.
Mas apesar de toda essa parte perdida, eu fui bem melhor do que eu imaginei que iria, e me motivei a continuar firme.
Os meses foram passando e essa firmeza toda foi esfriando, eu tinha a ilusão que logo seria nomeada no TJ SP, a expectativa disto me consumia, me via com 26 anos sem nada, sem concurso, sem emprego, sem planos… meus estudos rendendo menos do que eu gostaria.
Os próximos editais na praça seriam TCE RS, CLDF e TCE MG. Todos seriam específicos para Economista, me vi tendo que estudar economia, nunca mais havia estudado depois da faculdade. Então como meu foco que era TCE MG, me inscrevi nas outras provas para sentir como era uma prova de economia. Fiz o TCE RS e levei um susto (que prova difícil) – dias antes de ir pro RS tive uma crise quanto ao futuro, chorei muito, nível de estresse alto – e ter feito uma prova difícil demais e ter tido um rendimento baixo me deixou muito mal, estava já ruim antes de ir, na volta estava pior ainda, logo depois seria a prova da CLDF e eu desisti dela, sabia que seria mais um fracasso, então para que ter esse gasto, sabendo que não iria passar mesmo (meu pensamento), Pamela concordou comigo em desistir da CLDF e focar 100% no TCE MG.
Conversei um dia com a Pamela e expus a ela o que eu estava sentindo, ela me contou toda sua estória em concursos e como ela entendia meu medo, meu desespero, e que quando ela já estava quase desistindo ela passou no TCE BA. (E nossas estórias também coincidem nisto, pois quando eu estava desistindo prestei o TCE MG e passei).
Estava inscrita em uma prova do município de São Paulo seria também por esses dias finais de agosto, então decidi ir fazê-la com meu conhecimento adquirido durante a jornada desses anos.
Fiz a prova de São Paulo, sem ter estudado várias coisas, uma prova bem específica sobre licitação e concessões, a prova discursiva também foi sobre concessões. Sai da prova até confiante, porém quando o gabarito saiu, QUE DESASTRE FIZ APENAS 67% DA PROVA OBJETIVA. Meu primeiro e mais forte pensamento foi “concursos não é para mim”, como poderia uma pessoa estar estudando há 3 anos e fazer 67% de uma prova, COMO? Já vinha de meses não tão bons, desanimada, esperando a nomeação do TJ que não vinha (e até hoje não veio). Neste dia do gabarito, liguei para os meus pais, uma ligação regada a choro, gritos, desespero, frustração. Eu assumia para mim e para os meus pais que eu não era competente o suficiente. Que apesar dos 3 anos estudando eu desistia, jogaria fora tudo, e seguiria outro rumo, afinal não é vergonha pra ninguém procurar novas oportunidades, eu já não via sentido, alegria, motivação, não via o final dessa jornada, estava decidida a desistir. Meu pai com muita firmeza (que é típica dele) disse que tudo bem eu desistir, mas que eu iria fazer a prova do TCEMG e que estudaria TODOS OS DIAS ATÉ A PROVA, porque ela já estava paga e as passagens também, eu respeito muito meus pais e obedeço quase 100% das coisas que eles me falam, e foi o que fiz estudei todos os dias até a prova, afinal eu já não tinha nada mesmo, não iria ficar 2 meses a toa.
Conversei com vários amigos que me apoiaram, com a Pamela que também me apoiou e disse para que depois da prova de Minas eu pensasse sobre o futuro, pós-graduação, procurar um emprego, conciliar os estudos com um emprego, enfim pensasse nisto depois e me dedicasse até então apenas ao TCE MG. Foi o que fiz.
Também em paralelo comecei um projeto de coaching relacional com uma queridíssima amiga e profissional de grande estima Eline Coragem. E aprendi muito sobre mim e sobre a vida. Indico muito para quem está perdido com sua própria escolha de vida, está sem um rumo bem traçado e com medo de mudar. Mais uma ferramenta que levarei para vida.
E a prova de Minas chegou. Eu já estava tão melhor, tão mais confiante, 2 meses e meio de coaching, estudos, Ls, me fizeram ainda mais forte.
No dia da viagem TUDO que poderia dar errado na ida para Belo Horizonte deu errado. Avião com problema no freio, sem voos no dia para Belo Horizonte saindo de Ribeirão Preto, desespero, fomos transferidos para um voo em Campinas que sairia só às 22 horas (era para eu ter embarcado em Ribeirão às 8:55), passamos o dia no aeroporto, cansaço, desconforto, que dia horrível, cheguei em BH mais de 1 da manhã de sábado.
Fiz a prova no domingo.
Na segunda, após a prova de Minas, saiu o resultado daquela prova que desencadeou o surto, adivinhem passei nela!
Cheguei em Ribeirão Preto com desconforto no olho, tinha pego uma bactéria no olho, resumindo tudo que poderia ter dado errado naquela prova, DEU.
No mundo dos concursos brincamos que a prova que sofremos é a prova que passamos. E não é que foi isso mesmo! Passei em 11 lugar (depois de todos os recursos) e aqui preciso fazer um AGRADECIMENTO ESPECIAL, ao meu Tio Beto que me auxiliou nos recursos, com todo amor, toda paciência e todo conhecimento, a este profissional INCRÍVEL E TIO MARAVILHOSO meu MUITO OBRIGADA, sem você eu também não estaria hoje contando essa estória.
Depois de todas estas páginas, agradeço também sua paciência por ler a minha estória, que não termina aqui, mas começa outra fase.
Existem muitas pessoas que nesses anos me ajudaram, estiveram comigo e preciso agradecer.
Agradeço a Deus em primeiro lugar por ter me ensinado a ter fé, aos meus pais e minha irmã, que são meus maiores apoiadores, minha família abençoada, meus amigos TANTOS, amigos de faculdade, amigos de cursinhos, amigos da igreja, amigos do grupo de TC, as minhas amigas do grupo de TC que se eu não citar serei deserdada, as meninas de São Paulo, enfim a estória quem conta sou seu, mas foi construída com a ajuda de muitas pessoas.
Sei que MUITOS estão curiosos quanto a minha rotina de estudos…
Sempre estudei em casa, sou bem disciplinada então nunca tive a necessidade de ir para alguma salinha.
Usava materiais online (Estratégia, livro do Ricardo Alexandre, 3d, Igor Cintra, Silvio Sande) e site de questões o TEC. Todos indicados pela Pamela e pela equipe da LS Ensino.
Acordava cedo (rendia mais de manhã) 6h acordava tinha meu tempo de café, assistia o jornal da manhã e às 7:30 (e era 30, não 31) começava a estudar ia até às 11:30, almoçava descansava e ia para academia. Voltava da academia tomava banho e 15:30 voltava aos estudos e ia até às 18:30. Jantava e voltava aos estudos 19:30 e rendia até 22 ou 22:30. Via TV e dormia por volta de 23:30 ou meia noite.
Não sou de dormir muito, então o que serve de horas de sono para mim pode ser pouco para você.
Nem todos os dias eram bons, mas por disciplina eu estudava até os horários marcados acima.
Raramente colocava algo na minha rotina de segunda a sexta que fosse diferente disso. Sair com os amigos só no sábado depois da minha meta ser cumprida. E domingo eu não estudava, vou para igreja pela manhã e à noite, e descansava à tarde.
Quanto a organização das tarefas que a LS passava nas metas eu colocava no primeiro dia todas as tarefas que eram apenas de exercícios e fazia várias baterias de questões, assim e já eliminava de 3 a 4 tarefas (as minhas metas pré-edital vinham com 12 tarefas). Pela manhã organizava as tarefas que demandariam mais tempo (ler e fazer resumo), a tarde colocava as de revisão e a noite (como já estava mais cansada) as matérias mais leves e que gostava mais.
Estudei muito, me dediquei muito, abri mão de muitas coisas, estacionei minha vida por alguns anos, mas valeu a pena!
Qualquer dúvida, ou curiosidade pode me perguntar. Diferente de outros depoimentos que focam mais em horas líquidas de estudo e técnicas usadas, eu preferi contar a minha estória de vida. Pois método, planejamento o que funciona para a Laura pode não funcionar para você.
Mas as lutas…AHH essas são as mesmas ou parecidas para todos nós, e ler que deu certo para um ser humano totalmente normal, faz que a gente se sinta normal também.
Lute, procure ferramentas, ajuda, colegas, depressão não é frescura (e atinge muitos concurseiros), ansiedade não é preocupação em excesso é doença.
Faça o seu melhor todos os dias, por motivação ou por disciplina.
Diante de tudo isso, o que mais podemos dizer? Se Deus está do nosso lado, quem poderá nos vencer? Ninguém. (Romanos 8:31)
“E de melhor em melhor, um dia a sua preparação encontra a oportunidade certa e você passa” (Evandro Guedes).
E se você está em uma fase ruim, fica aqui a dica de um livro que eu li quando estava na minha pior fase, chama-se: “Decepcionado com Deus” Philip Yancey.
Com carinho, Lau.