Bruno Gatto
Aprovado em 18º lugar - Analista Judiciário - Área Administrativa - TRT-SP (2018) e em 21º lugar (CR) - Analista Judiciário - Área Administrativa - TRT-SC (2017)
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Agendar conversa gratuitaMeu nome é Bruno Gatto, tenho 30 anos e sou natural do Rio de Janeiro/RJ. Atualmente, sou Servidor Público Estatutário na Secretaria de Fazenda de Niterói, enquanto aguardo a nomeação para um cargo na estrutura do Poder Judiciário, a saber: AJAA do TRT-SP (2018) ou AJAA do TRT-SC (2017). Em ambos os casos, estou me referindo ao cargo de Analista Judiciário da Área Administrativa, que exige diploma de nível superior, em qualquer área de formação (sem especialidade). No que concerne à formação acadêmica, eu sou graduado em Estatística (UFRJ) e estou com uma segunda graduação em andamento – Direito (UERJ). Antes de prosseguir com a apresentação, já gostaria de deixar registrado meu primeiro grande agradecimento ao meu professor orientador, amigo e colega de trabalho na SMF: Thiago Castro!
Feita a apresentação, vamos ao que interessa! A minha primeira passagem pela LS se deu poucos dias após tomar posse e entrar em exercício em Niterói para o cargo de Agente Fazendário, no primeiro semestre de 2016, quando eu pude ter a oportunidade de conversar frente a frente com alguns Fiscais de Tributos também recentemente aprovados no concurso (é que, conquanto fossem cargos distintos, as provas para os respectivos cargos ocorreram paralelamente, bem como a primeira leva de nomeação e posse). Assim, pela primeira vez, eu tive contato de perto com concurseiros de altíssimo nível, que levavam a questão da preparação com um profissionalismo e uma responsabilidade que eu jamais poderia pensar que existissem – dentre eles, o próprio Thiago Castro, o Nylfson e o Vinícius Fundo. Cumpre ressaltar, neste ponto, que, embora eu já tivesse algumas aprovações no “currículo”, minhas conquistas sempre se deram para cargos que trabalhavam poucas disciplinas distintas, ou seja, em “editais enxutos”, de maneira que basicamente eu me debruçava sobre uma ou duas disciplinas que tinham maior peso na pontuação total da prova e contava com a sorte nas demais. Ou seja, não havia técnica ou muita estratégia, apenas vontade e foco, de forma que eu sabia que seria necessário muito mais tempo de estudo, planejamento e organização para me aventurar em voos mais altos – ou não teria a mínima chance.
Com efeito, nessas primeiras conversas com os Fiscais, eu perguntava de tudo. Assim, rapidamente pude perceber que não havia receita de bolo, na medida em que cada um tinha suas particularidades em relação a, por exemplo, horários de preferência para estudar ou rotina de atividades físicas. No entanto, logo observei que havia um denominador comum nas respostas de todos com quem eu conversei: a orientação de estudos LS Concursos. Acontece que, em regra, mesmo aqueles que não fizeram a orientação de estudos especificamente no pós-edital da SMF Niterói, em algum momento já haviam tido uma passagem anterior por ela. Nesse contexto, um dos fiscais e hoje amigo Vinícius Fundo, foi o primeiro a me falar da orientação de estudos e, pouco tempo depois, eu tive a tal primeira passagem que mencionei, a qual durou algo entre dois ou três meses apenas, haja vista eu não ter me identificado com uma área de estudo em particular à época. Nesse diapasão, ao fim de 2016, eu me afastei da orientação de estudos para refletir a respeito de qual seria minha área – e até mesmo se efetivamente haveria “uma área” –, o porquê de eu fazer o que fazia e diversas outras questões existenciais para além do estudo para concursos. O grande ponto é: eu não queria um cargo final naquele momento. É que, apesar de já ter um cargo escada em mãos, esse não seria suficiente para os meus planos de médio, longo e longuíssimo prazo, mas isso não significava que eu deveria optar por uma área para chegar ao meu objetivo final naquele momento, pois para chegar ao meu cargo final, eu precisaria cumprir outras metas na minha vida antes, que são pré-requisitos. A ideia seria apenas realizar um “upgrade” no cargo escada para dar prosseguimento aos planos que eu já tinha em mente em 2016, que é exatamente o que estou fazendo agora.
Consequentemente, no dia 26/06/2017, com provas para o dia 27/08/2017, foi publicado o edital para o TRT-SC. Àquela altura, minhas questões concernentes a não visar a uma área para cargo final estavam resolvidas, todavia, eu ainda não tinha um cargo em específico como foco. A única coisa que eu sabia mesmo é que havia um bloco de disciplinas que me motivavam a estudar com mais afinco e de ofício, caminhando mais para a área de Planejamento e Gestão ou para a área administrativa de Analista em órgãos do Judiciário, mas, até então, eu não tinha o conhecimento de que existia um cargo específico para esse bloco de disciplinas. Ademais, como a mudança ainda seria um tiro no escuro, eu decidi, em relação ao TRT-SC, fazer do meu modo, em silêncio. E confesso: tive muita sorte! Com a segunda graduação trancada, férias no trabalho deferidas e um começo de estudo no pós-edital (“para variar”), eu montei um planejamento básico e comecei os estudos com foco direcionado exclusivamente para o cargo AJAA do TRT-SC, que seria a minha primeira vez enfrentando um AJAA da Área Administrativa. E o que a cabeça no lugar não faz? 16º lugar na objetiva. Após discursivas e recursos, fiquei com a 21ª posição. Direito do Trabalho? Nunca antes tinha visto na vida. Tinha tudo para não dar certo. Mas acreditei e, mais uma vez: a cabeça estava no lugar. Ninguém sabia, logo, se eu ficasse em último ou zerasse a prova, seria indiferente, porquanto não haveria cobranças ou expectativas. Penso, inclusive, que essa ausência de pressão foi o diferencial para alguém que, naquela fase, estava buscando uma identificação no mundo dos concursos.
No entanto, nem tudo estava resolvido, visto que essa prova teve peculiaridades que não poderiam me fazer cair na ilusão de acreditar que eu já estava pronto, que não precisaria de mais nada. Na verdade, o resultado em si não foi nada perto de extraordinário, porquanto a banca fora do padrão (FGV em vez de FCC) e as 3 longas questões discursivas sobre temas diversos quebraram as pernas de boa parte da concorrência especializada nesse tipo de prova. Além disso, com provas de Técnico e Analista no mesmo horário, muitos bons concorrentes optaram pela prova de nível médio, resultando em um número de inscritos não tão alto como nos demais concursos de AJAA e, principalmente, nos que viriam a partir do fim de 2017 – para se ter uma ideia, o número de inscritos não chegou a 5.000 no TRT-SC de 2017, enquanto na prova do TRT-SP em 2018 tivemos cerca de 25.000 só para esse “meu” cargo de AJAA. Enfim, os ventos sopraram a meu favor e eu, sem muito merecer, tive um bom resultado. Desta feita, passei o 2º semestre de 2017 sonhando com uma futura nomeação, haja vista que, no certame anterior para o TRT-SC, quase 30 foram nomeados e a validade foi só de 1 ano, enquanto, agora, nessa prova de 2017, a validade era de 2 anos e eu estava em 21º (dentro dos 30 com uma folguinha). O problema é que essa expectativa afetou gradativamente minha motivação sem que eu me desse conta.
Hoje sei que muito dificilmente serei nomeado em SC. Entretanto, essa ficha demorou mais de 6 meses para cair, de maneira que eu só retomei efetivamente os estudos no fim de março de 2018, aproximadamente 1 mês para o TRT-PE, com provas em 29/04/2018. O cenário era de muita determinação, uma energia positiva e apenas 1 mês de “preparação”, tendo em vista que eu vim de um período de total tranquilidade e abandono dos estudos. Resultado: obtive uma previsível colocação ruim, mas, após um breve “que mer#@, seu animal! (rs)” interno, eu pude analisar os erros e ver meu poder de fogo naquela prova. Observei que as questões que errei foram concernentes a temas que eu efetivamente não havia estudado, como Regimento Interno, Direito das Pessoas com Deficiência, Informática e temas específicos como Decreto 9.094/2017 e Resolução CNJ 230/2016. Evidentemente, não foram só essas, mas principalmente as desse grupo. Ocorre que o TRT-PE me possibilitou dar o salto de maturidade que faltava para a minha aprovação dentro das vagas, juntamente com a decisão de que eu precisaria dar o braço a torcer e voltar à LS. Meu planejamento amador acabava sempre ficando tendencioso para as disciplinas que eu tinha mais afinidade para estudar, de modo que eu precisaria de algo mais profissional (até para poupar tempo). Porém, como falarei adiante, a decisão por voltar à LS representou muito mais que um planejamento mais equilibrado ou tempo poupado para planejar e organizar. A diferença daquela primeira breve passagem de dois meses de duração é que, desta vez, eu voltaria determinado, com um único cargo e prova em mente e, não menos importante, com um professor orientador que eu sempre tive como referência no cenário de concursos.
Além disso, outro fator de grande relevância no que concerne à necessidade da orientação de estudos é que eu percebi que, a partir do fim de 2017, por diversos motivos, tais como a trava nos concursos da Justiça Eleitoral e a escassez de concursos na área fiscal (embora já no fim), não mais bastava ir bem ou muito bem. Até o “ótimo” já não era suficiente. Era necessário gabaritar ou fazer, na pior das hipóteses, 90% da pontuação total. Eu precisaria começar a estudar Informática, por exemplo, pois, não adiantaria fazer 3/4 de 5 e dizer “fui bem para quem não estudou nada”. Isso não resolvia. Melhor era o cidadão que nada sabia previamente, que não sabe diferenciar um arquivo .xls de um .pdf, mas que estuda de forma responsável e faz as 5 de 5. O resultado final é o que importa para a banca e para o órgão. E, para um planejamento assim, que me possibilitasse subir em todas as disciplinas simultaneamente, sem deixar nada de lado, eu precisaria dar um novo salto: LS Ensino!
Eis que, em maio de 2018, finalmente o edital do TRT-SP foi publicado! 27 vagas, sendo 20 para a ampla concorrência. Pessoal, ressalto que eram são 20 vagas para AJAA! Desta vez, não se tratava de cadastro reserva. Sabe quando teremos outra oportunidade dessas? Reflitam! Enfim, no TRT-SC e em muitos outros, quando a quantidade de vagas prevista no edital não era 01 + CR, era só CR ou 03 + CR, por exemplo. O fato de o edital vir com 20 vagas foi a melhor notícia possível, sobretudo com minha evolução iniciada em abril de 2018. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas por algumas escolhas infelizes em outros campos da vida e fatos alheios a minha vontade, eu fiquei com o que eu chamo de “cabeça ruim” novamente, culminando em 1 ou 2 horas líquidas de estudo por dia, perda completa do mindset etc. Não raras as vezes, confesso que fiz menos de 1 hora líquida (já no pós-edital) e meu aplicativo de controle de tempo de estudo é testemunha disso. Parecia que eu mesmo queria dar um jeito de não permitir que a aprovação nas vagas chegasse. Eu estava tentando me boicotar a todo custo.
E é por isso que eu digo: se não fossem as metas da LS, o acompanhamento do Thiago, as leves cobranças e os toques quase diários, eu não ficaria dentro nas vagas. Não ficaria mesmo! Haha. Não digo que eu não chegaria a ter a redação corrigida, pois naturalmente eu já tinha uma bagagem acumulada, mas dentro das 20 vagas eu certamente não estaria. Era como se, toda vez que eu quisesse me sabotar e parar de remar, alguém me lembrasse de que, caso eu fizesse isso, eu ficaria perdido com meu barco no oceano, perdendo a última grande oportunidade dos concursos de AJAA de 2018 (e talvez de 2019, 2020…). Com um jeito descontraído, o Thiago sempre me trazia de volta à realidade, fazendo-me questionar sobre o que efetivamente era importante nos meus pensamentos e o que apenas tinha aparência de ser importante, sendo, portanto, superestimado sem real necessidade. Assim, eu conseguia direcionar minhas energias para a única guerra que só dependia de mim, do meu esforço, voltando a recuperar minhas marcas de horas líquidas de estudo. Nessa linha, se não fosse a LS, talvez eu não ficasse nem entre os 100 primeiros. A decisão de voltar à orientação de estudos naquele momento foi melhor possível e hoje eu tenho certeza absoluta disso. Ainda que fosse o Bruno Gatto que conseguiu a 16ª colocação na objetiva do TRT-SC em 2017 – por estar com foco e a cabeça no lugar -, fazendo a prova do TRT-SP 2018, com aquele nível de conhecimentos, ele também não ficaria nem entre os 100 primeiros, uma vez que faltaria conteúdo, treino com exercícios da banca e uma distribuição equilibrada das horas de estudo, entre teoria, prática e revisões. O nível da prova era outro; os concorrentes também. Tudo evoluiu, profissionalizou-se. Foi impressionante.
Por conseguinte, da 21º posição para AJAA no TRT-SC de 2017, eu fui para a 18º posição para AJAA no TRT-SP de 2018. Embora pareça que a mudança foi insignificante, a verdade é que o Bruno Gatto de 2018 estava, pelo menos, 3 vezes mais preparado que o de 2017, o qual não teria qualquer chance de ficar dentro das 20 vagas da Ampla Concorrência do TRT-SP, disputadas por cerca de 25.000 concurseiros (estou sendo bem sincero). Dessarte, o resultado foi esse: 94% da pontuação total da prova objetiva, acertando 39 das 40 questões específicas. A felicidade, por sua vez, já não pode ser detalhada em números ou palavras. Por fim, deixo aqui meu reiterado agradecimento à equipe da LS Ensino, em especial ao meu professor orientador Thiago Castro, pela sua dedicação, pelo apoio e pelas orientações que me conduziram a essa tão comemorada aprovação. Muito obrigado! Forte abraço.